JF deve consumir R$ 10,3 bi em 2013


O potencial de consumo dos juiz-foranos para 2013 é de R$ 10,3 bilhões, segundo levantamento da IPC Marketing Editora divulgado nesta terça-feira (23). O valor representa crescimento inferior a 1% em relação ao ano passado, quando a pesquisa apontou potencial de consumo de R$ 10,2 bilhões no município. Com o resultado, Juiz de Fora caiu quatro posições no ranking nacional, passando da 34ª colocação para a 38ª. Desta forma, a participação na média de consumo do país também reduziu. Em 2012, para cada R$ 100 gastos no Brasil, R$ 0,37 eram desembolsados por juiz-foranos. Em 2013, o valor diminuiu para R$ 0,34. No ranking de Minas Gerais, a cidade se manteve em quarto lugar, atrás de Belo Horizonte, Uberlândia e Contagem.
Ainda segundo a pesquisa, Juiz de Fora representa 32,8% do potencial de consumo estimado para a Zona da Mata este ano (R$ 31,4 bilhões). O percentual de participação é menor do que o registrado no ano anterior, quando a cidade representou 34,6% do total de R$ 29,4 bilhões previstos para a região.
Na análise do diretor da IPC Marketing e responsável pela pesquisa, Marcos Pazzini, o pequeno crescimento do potencial de consumo registrado em Juiz de Fora pode ser explicado pelo comportamento da classe B. "O estudo nos mostrou que os municípios em que esta classe tem grande expressão não acompanharam o aumento do potencial de consumo do país. Isto ocorreu porque a classe B entrou o ano endividada e, portanto, menos propensa a consumir." De acordo com o levantamento, do total de 172.834 domicílios urbanos da cidade, 36,3% são da classe B (62.901).
Metodologia
Pazzini explica que para a realização da pesquisa sobre o potencial de consumo nos municípios brasileiros, a IPC Marketing Editora cruzou dados de vários estudos como a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), Estimativas de População e o Censo, realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e análises sobre o mercado nacional. "A partir da coleta destas informações desmembramos o potencial de consumo de cada família e chegamos aos resultados. A proposta é apresentar ao mercado onde há mais oportunidades de negócio", diz.
Dentre mais de 20 categorias de consumo listadas pela pesquisa, o juiz-forano deve priorizar os gastos com manutenção do lar (custos com água, luz, aluguel, gás e impostos), alimentação em casa e materiais de construção, nesta ordem. A previsão é que os três setores somem R$ 4,2 bilhões.










