Pequenos empresários são vítimas de golpe do boleto
Empreendedores individuais, micro e pequenos empresários de todo o país têm sido vítimas de estelionatários com a prática do golpe do boleto falso. Após a abertura do próprio negócio, cobranças enganosas que imitam boletos bancários são endereçadas por instituições fantasmas aos novos empreendedores. Em Juiz de Fora, a situação tem sido recorrente. No último mês, 12 casos foram contabilizados por Associação Comercial e Empresarial (ACE-JF) e Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF). Todo mês recebemos cerca de cinco reclamações sobre o assunto. Algumas destas cobranças têm o nome do falso remetente bem parecido com o da entidade, o que gera dúvida nas pessoas, afirmou a ACE-JF, por meio de sua assessoria de imprensa.
De acordo com o superintendente do Sindicomércio-JF, Sergio Costa, a instituição também tem registrado casos do tipo. Já vimos documentos falsos com remetente que possuía nome semelhante ao do Senac, entidade que também pertence ao nosso sistema. É uma forma proposital de induzir o empresário ao erro, destaca. Ele diz que os documentos foram enviados para avaliação do departamento jurídico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio-MG) e que um trabalho de orientação aos empreendedores tem sido desenvolvido em todo o estado.
Para evitar os golpes, segundo a Fecomércio-MG, os empresários devem estar atentos sobre quais pagamentos são obrigatórios e previstos em lei. Para a regulamentação do negócio, explica a assessoria de imprensa da federação, o empresário paga anualmente ao sindicato patronal as contribuições sindical e confederativa. Além disso, no caso de livre associação às entidades de classe, paga o valor de adesão.
Dicas
O advogado especialista em segurança pública e privada, Jorge Lordello destaca que o golpe do boleto falso tem feito inúmeras vítimas em todo o país. Quando uma modalidade criminal dá certo, ela se espalha rapidamente. O grande problema deste tipo de estelionato é que muitas pessoas não se dão conta de que foram vitimadas, recebem o documento e pagam sem saber para quem. Na avaliação de Lordello, a raiz do problema está no vazamento de informações cadastrais. Órgãos que deveriam garantir a segurança dos dados não têm feito isso de forma eficiente. Hoje, no país, há um sistema de corrupção de venda de informações que alimenta essa rede criminosa.
O especialista alerta que o golpe do boleto falso é praticado com novos empresários porque muitos não estão bem informados. É preciso se orientar com o contador ou sindicato para evitar ser mais uma vítima. É importante, também, desconfiar de remetentes desconhecidos, principalmente, se no documento não houverem informações suficientes ou dados para contato.
A Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Juiz de Fora também adverte para outro tipo de ação de estelionatários, praticado através do e-mail. Já tivemos casos em que empresários receberam e-mails desconhecidos de cobranças que não existiam. É preciso ficar atento para esta outra forma de golpe, ressalta o superintendente Carlos Fernandes.









