Liminar suspende pagamento de R$ 21 mi
A nova administração do banco PanAmericano conseguiu liminar na Justiça de São Paulo impedindo o pagamento de R$ 21 milhões em quatro Certificados de Depósitos Bancários (CDB) suspeitos de fazerem parte de uma fraude bilionária na instituição. A liminar também impede qualquer negociação dos papéis. Segundo informações do jornal Valor Econômico, o principal titular dos CDBs é o empresário Adalberto Salgado Júnior, de Juiz de Fora, cujo nome já havia aparecido antes relacionado ao caso. Na lista de investidores também há várias pessoas com o mesmo sobrenome que o dele, mas não está claro o grau de parentesco.
Os R$ 21 milhões bloqueados na última terça-feira fazem parte de um esquema que envolve dezenas de CDBs vendidos pelo PanAmericano ainda sob o controle do empresário Silvio Santos. Ainda segundo informações do Valor, se todos os CDBs comprados por uma lista de 28 investidores – quase todas de Juiz de Fora, mas alguns também do estado do Rio de Janeiro – tiverem que ser pagos, representarão um desembolso de até R$ 5,4 bilhões pelo PanAmericano, segundo descreve o texto de petição apresentada à 19ª Vara Cível de São Paulo pelo escritório do advogado Sérgio Bermudes, contratado pelo banco.
Ainda conforme informações do Valor, os advogados do banco informaram que os investidores compravam CDBs do PanAmericano a taxas fora do padrão do mercado. Parecer assinado pelo economista Affonso Celso Pastore, aponta que as emissões de CDB com prazos de 15 anos feitas entre dezembro de 2005 e março de 2006 teriam uma taxa de mercado próxima de 15% ao ano. Os CDBs do PanAmericano emitidos no mesmo período e com esse prazo premiavam os investidores com juros de 30,5%.
Segundo o advogado de Adalberto Salgado, Roberto Podval, o empresário ainda não foi notificado. Acho perigoso um banco não honrar as operações assumidas. As operações são lícitas e de conhecimento do banco. Ele chegaram inclusive a entrar em contato com o Adalberto para tentar negociar a taxa. Agora tenta se aproveitar da situação usando o Judiciário para não honrar um compromisso que assumiu. Os nomes dos outros 28 empresários, vários deles de Juiz de Fora, não foi revelado.









