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Setor de call center deve empregar mais de 6 mil


Por Flávia Lopes

22/07/2011 às 07h00

Depois de passar por contratempos e até o fechamento de uma grande empresa em Juiz de Fora, o setor de call center voltou fortalecido e deverá chegar mais de seis mil trabalhadores contratados no próximo ano. Esta semana, a BrasilCenter informou que pretende chamar mais 500 funcionários para o cargo de representante de atendimento na unidade de Juiz de Fora, que irão se unir aos 1.800 que já atuam na empresa. Já a Almaviva, que irá iniciar suas atividades no próximo mês, chamou mais de 400 empregados, que estão passando por treinamento. A previsão da empresa é chegar a 2.700 empregados no próximo ano. A empresa de recuperação de crédito Cercred espera atingir 1.400 trabalhadores no próximo ano, com a expansão de sua unidade. Já a Star Segur, que presta serviços à Refeita Federal do Brasil, possui cerca de cem trabalhadores do setor.

Para concorrer às 500 vagas da BrasilCenter, é necessário ter idade mínima de 18 anos, nível médio concluído ou com previsão de conclusão em dezembro de 2011. A empresa não divulga o valor do vencimento mínimo, mas informa que os trabalhadores terão direito a tíquete-alimentação, refeição, assistência médica, auxílio-creche, seguro de vida e oportunidade de crescimento profissional. Os candidatos passarão por treinamento de 30 dias em módulos de competências técnicas, no qual poderão ser aproveitados ou não, dependendo de seu rendimento. A próxima turma será no dia 8 de agosto. Os interessados em ocupar vagas devem comparecer, com o currículo, na sede da empresa (Rua Jose Calil Ahouagi 722, Centro). Os currículos também podem ser cadastrados no site www.brasilcenter.com.br. A empresa possui três turnos de trabalho.

A Almaviva chamou esta semana 402 profissionais e deverá selecionar mais 800 nos próximos meses. Além dos postos para atendimento, há também vagas disponíveis para supervisor, monitores de qualidade e demais trabalhadores de áreas administrativas. Os candidatos podem cadastrar seus currículos no site da empresa (www.almavivadobrasil.com.br) ou pelo email [email protected].

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações (Sinttel), Diego Lott La Falce, o perfil da população de Juiz de Fora, formada em grande porte por estudantes, é um dos grandes atrativos para as empresas. De acordo com ele, 90% da mão de obra do setor está em seu primeiro emprego. Mas o maior desafio, segundo ele, é ampliar os pisos pagos pelas empresas, que hoje estão em R$ 555, em média, na cidade. A remuneração está muito aquém do que a categoria espera. Para ganhar contratos, muitas companhias reduzem seus custos e isso impacta no valor pago ao trabalhador. Porém, segundo ele, o aumento da oferta de postos de trabalho poderá impactar na valorização do profissional.

Estudo desenvolvido pela Secretaria de Planejamento Econômico apontou que o setor deverá injetar R$ 50 milhões na cidade ao ano. Para se instalar na cidade, as empresas de call center contaram com incentivos do município, que aprovou, em dezembro do ano passado, lei que reduz de 5% para 2% a alíquota de ISS para o setor de call center, por prazo indeterminado.