Multinacional pode ser âncora de Parque Tecnológico
O grupo Paul Wurth, multinacional que atua em soluções tecnológicas para a indústria siderúrgica, pode se tornar um dos principais parceiros do Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora e Região, projeto da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Na última quinta-feira, representantes da instituição receberam quatro executivos da empresa no auditório do Centro Regional de Inovação e Transferência de Tecnologia (Critt) e apresentaram o projeto, os benefícios e os desafios do investimento aos empresários.
De acordo com André Oliveira, assessor de marketing e processo da Paul Wurth, as primeiras impressões foram positivas. "A empresa tem interesse em avançar nas conversas. Já temos um setor que está analisando o projeto, que é considerado bastante interessante." Apesar do otimismo, o executivo ressalta que ainda é cedo para falar em investimentos. "É prematuro falar sobre valores ou contrapartidas. Primeiro, iremos avançar no projeto, que, com avaliações mais concretas, será encaminhado à diretoria." Segundo ele, uma segunda rodada de negociações deve acontecer na primeira quinzena do mês que vem. "O parque foi uma grande percepção da cidade em termos de futuro. Conseguimos perceber vários atributos favoráveis à nossa instalação."
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico da UFJF, Paulo Garcia Nepomuceno, responsável pela implantação do parque, não comentou sobre os resultados da reunião. Ele viajou para a Europa no último domingo, onde trata de outras questões relativas ao projeto. O diretor da Faculdade de Engenharia, Hélio Antônio da Silva, ressaltou a importância da aproximação entre a academia e o meio empresarial.
"Estive lá (no encontro) para falar sobre as novas tendências da engenharia e o nosso perfil acadêmico, já que a UFJF poderá ser uma das fornecedoras de mão de obra para a empresa. O projeto foi bem recebido pelos visitantes."
O secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da PJF, André Zuchi, afirmou que a Prefeitura garante total apoio para qualquer empresa interessada em se instalar no Parque Tecnológico. "Não participamos deste primeiro encontro. Mas seria bom que a empresa se instalasse no parque. O setor tecnológico cria empregos de maior valor agregado e maiores salários. Também estamos conversando com algumas empresas interessadas em se instalar no local."
Sediada em Luxemburgo, a Paul Wurth está radicada no Brasil desde o início da década de 1970. Com aproximadamente 1.600 funcionários, o grupo multinacional possui presença sólida nos principais mercados de produção de aço no mundo.









