Barreiras com a Argentina em pauta
São Paulo (ABr) – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, anunciou ontem que a entidade pedirá uma audiência com a presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, para a última semana de janeiro. O objetivo é falar sobre as barreiras às importações impostas pelo país vizinho e que restringem a entrada de produtos brasileiros.
Segundo Skaf, a avaliação dos membros da Fiesp que têm negócios com a Argentina é a de que esses problemas não são novos, mas, como o Brasil não é o único exportador para o vizinho do Mercosul, a mudança deveria ser voltada a outros mercados e não para um país do mesmo bloco.
A partir de 1º de fevereiro, a Receita Federal argentina passará a exigir informações prévias sobre todas as importações de bens de consumo. De acordo com a Fiesp, os detalhes ainda não estão claros, mas, a princípio, a medida atingirá todos os produtos brasileiros destinados ao mercado interno argentino. A Fiesp estima que 79% das exportações brasileiras devem ser afetadas.
No dia 11 deste mês, o Governo argentino publicou, no correspondente ao Diário Oficial brasileiro, resolução instituindo a exigência de apresentação da Declaração Jurada Antecipada de Importação (Djai) pelos importadores de bens de consumo. Essa exigência dificulta a entrada de produtos estrangeiros no país vizinho. A medida também foi questionada pelos importadores argentinos. Um dia depois da publicação da nova norma, o governo brasileiro anunciou que iria cobrar explicações da Argentina sobre a decisão.
Segundo dados da Fiesp, o comércio entre os dois países em 2011 registrou recorde de US$ 39,6 bilhões, com um aumento de 17% com relação ao ano anterior. Para o Brasil, houve superávit de US$ 5,8 bilhões, 41% a mais do que em 2010.









