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O boom das assistentes virtuais na busca por maior interatividade

Empresas de comunicação e marketing lançam mão da inteligência artificial como uma estratégia para alavancar e popularizar as marcas entre os consumidores


Por Tribuna

20/09/2020 às 07h00

A Lu, da Magazine Luiza, conquistou fãs e se tornou uma influenciadora digital (Foto: Reprodução)

Uma das grandes tendências de mercado são as assistentes virtuais inteligentes, que ajudam no relacionamento entre as empresas e consumidores. Muitos já ouviram falar da Nat, da Natura, da Lu, da Magazine Luiza, entre outras assistentes que as marcas já lançaram para chamar atenção e melhorar a interação com seus clientes.
Essa estratégia tem sido muito exaltada pelas empresas de comunicação e marketing, atraindo o consumidor de grandes marcas principalmente no mercado digital. Com a evolução da tecnologia, a inteligência artificial vem sendo empregada com cada vez mais frequência.

Para as empresas, o uso das assistentes ainda resultam em uma maior economia. Através desta tecnologia, as demandas são facilmente resolvidas e, com isso, as centrais de relacionamento conseguem ser menos requisitadas. Minimiza também o gasto com estrutura física e equipe grande de funcionários.

A interação do consumidor com a marca tende a ser mais estreita, quando a relação é facilitada. O cliente sempre escolhe empresas que solucionam, em vez de complicar a relação. Através da assistente virtual e com a facilidade dos aplicativos, o atendimento se torna mais rápido, prático e eficiente. Situações que demandam tempo e filas podem ser resolvidas em questão de minutos nos chats das marcas, além de garantir personalização no atendimento. As personagens, que estão por trás das empresas, vão se adaptando ao estilo do usuário e passam a exercer uma função muito mais refinada para cada tipo de consumidor.

Aproximação e empatia

A Nat, da Natura, se apresenta como consultora de beleza Natura, influenciadora digital e apoiadora de causas socioambientais (Foto: Reprodução)

Segundo o publicitário Tarcízio Dalpra Jr., essa ferramenta ajuda a melhorar o marketing e a gestão das empresas. “Essa onda das personificações, de assistentes em forma humana, vem muito da necessidade que as marcas têm de se humanizarem. As pessoas, cada vez mais, buscam contatos com a marca. As assistentes chegam com o propósito de aproximar o consumidor da marca”, conta.

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Uma assistente virtual promove um atendimento personalizado e está disponível em tempo integral. Os clientes acessam, através da internet via computador, tablet, computador, televisão entre outros. Isso significa que a empresa estará disponível quando e onde o consumidor quiser. E as pessoas se identificam com o personagem e não se sentem como se estivessem sendo atendidas por uma máquina sem emoção. Cria-se uma empatia.

“Nas mídias sociais, essas assistentes estão muito em alta. Se a marca é fria, perde a relevância no ambiente on-line. Quando adota uma personagem, a chance de se conectar com seus consumidores é muito maior”, afirma o publicitário. Alinhada à identidade e aos valores de uma marca, as assistentes virtuais conseguem trazer uma nova perspectiva e reforçam o comprometimento da empresa com seus consumidores. “Esses robôs tiram suas dúvidas e ajudam em sua compra. E, mais do que nunca, estão cada vez mais humanos, com interações que elevam a afetividade e o laço das marcas com seus consumidores”, reforça Tarcízio.

O sistema por trás das assistentes virtuais é desenvolvido, principalmente por quatro grandes empresas: IBM, SAP, Microsoft e Google.

Voz feminina

A voz é outro diferencial das assistentes virtuais. A maioria dos boots são mulheres. Em 2005, o professor de comunicação da Universidade Stanford, Clifford Nass documentou dez anos de pesquisa sobre os elementos psicológicos e de design das interfaces de voz. Após anos de estudo, foi concluído que a voz feminina é percebida como capaz de ajudar a resolver os problemas, enquanto a masculina é vista como figura de autoridade. A mulher é ouvida como se fosse uma mãe, enquanto o homem é visto como professor. Outra curiosidade é que a voz feminina é o primeiro ruído que se escuta ao nascer e, desde cedo, gera segurança – o que pode ser mais um indício para a escolha das assistentes virtuais mulheres.

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