Diretor da Codemig garante manutenção de voos regionais
Diretor de Recursos da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Zito Vieira, esteve em Juiz de Fora ontem à tarde para conversar sobre possíveis adequações no programa Voe Minas, um projeto de integração regional de modal aéreo, mantido em parceira entre a Codemig e as secretarias estaduais de Estado de Transportes e Obras Públicas. De acordo com Zito, a despeito de boatos, o programa que interliga 18 cidades mineiras – além de Belo Horizonte – não corre risco de ser abortado. “Não tem prazo de validade. Contudo, temos o compromisso de induzir o programa até sua consolidação por parte da iniciativa privada”, garantiu, em vista à Câmara de Dirigentes Lojistas de Juiz de Fora, onde se reuniu com o presidente da entidade, Marcos Casarin. No mesmo dia, Zito ainda esteve com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) e representantes do Poder Legislativo juiz-forano para tratar do tema.
Casarin destacou a importância do programa para o desenvolvimento econômico do estado. “É um projeto audacioso. Sendo audacioso, requer cuidados e adequações, para que não seja deixado de lado. Nossa função (da CDL) é prospectar negócios. Por isto, não podemos nunca deixar de integrar o estado.” Além de garantir a sequência do Voe Minas, Zito ainda deu detalhes sobre o programa. Segundo ele, a Codemig subsidia o projeto que tem previsão orçamentária anual de R$ 800 mil e é desenvolvido por quatro aeronaves
. O Voe Minas tem voos saindo de Juiz de Fora, partindo sempre do Aeroporto da Serrinha, com voos diretos para Belo Horizonte (de segunda a sexta-feira, por R$ 350 o trecho); Ubá (às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, por R$ 140) e para Diamantina (às terças, por R$ 600), além da possibilidade de integração com outros municípios como Almenara, Araxá, Curvelo, Divinópolis, Lavras, Manhuaçu, Muriaé, Passo, Patos de Minas, Ponte Nova, Pouso Alegre, Teófilo Otoni, Varginha e Viçosa.
Expominas
O diretor de Serviços da Codemig também falou sobre a situação do Expominas. Assim, Zito Vieira não descarta a destinação do espaço inaugurado em 2006 no km 790 da BR-040 para outros fins. “Esta é uma preocupação da Codemig. É um equipamento que nasceu para fomentar o turismo de negócios. Contudo, apesar de um investimento de R$ 50 milhões, não conseguimos viabilizar o empreendimento financeiramente que, hoje, tem um custo de pelo menos R$ 1 milhão por ano. Por isso, seguimos discutindo qual o melhor formato e destinação para o melhor aproveitamento do equipamento.”
Recentemente, a Codemig lançou edital para concessão de uso e exploração comercial do espaço pela iniciativa privada. No entanto, o pregão marcado para o último dia 7 de março não recebeu nenhuma proposta de empresas interessadas.










