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Morro do Imperador concentra maior renda


Por Flávia Lopes

18/11/2011 às 07h00

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Em 43% dos domicílios de Juiz de Fora, a renda não ultrapassa um salário mínimo. Esse é um dos indicadores apontados pelo Censo 2010, cujos resultados foram divulgados na última quarta-feira. De acordo com o levantamento, de um total de 162.507 domicílios, em 70.380 deles o rendimento foi de até R$ 510 (o salário da época em que o Censo foi realizado). Neste total não estão incluídas as 3.166 moradias nas quais os integrantes declararam-se sem rendimentos, que representam 1,94% do total. Entre os bairros com maior percentual de unidades domiciliares com rendimentos acima de cinco mínimos está o Morro do Imperador, com 58%, seguido, de Bom Pastor e Santa Helena, com percentual de 39,74% e 34,49%, respectivamente (ver quadro). Já entre os que se destacaram na menor faixa, que avalia residências onde a renda total é inferior a um quarto do salário mínimo, estão os bairros Represa, com 15,64%, e Vila Olavo Costa, com 12,86%. Para a pesquisa por bairros, o IBGE considerou uma lista de 80 localidades, que não incluem a Zona Rural do município.

Em números absolutos, o Centro detém o maior números de residências com renda acima de cinco mínimos (2.256), seguidos de São Mateus (1.832), Bom Pastor (966) e Santa Helena (755) Já entre os que reúnem as menores rendas, também em números absolutos, estão Benfica (383), Ipiranga (282), Santa Cruz (282) e São Benedito (242).

O Censo 2010 também aponta que quase 50% das famílias com rendimento superior a cinco salários mínimos estão localizadas em cinco bairros de Juiz de Fora: Centro, São Mateus, Bom Pastor, Santa Helena e Granbery. Já na faixa de renda de meio a um salário mínimo,13 dos 80 bairros listados pelo Censo na cidade concentram 51% dos domicílios. A pesquisa mostra ainda que em 3,19%, ou 5.199 domicílios, os ganhos totais chegam a, no máximo R$ 127,50. O número de moradias em que o salário é superior a cinco mínimos é de 13.232, o que representa 8,14% do total.

Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Econômico da PJF, André Zuchi, antes da realização do Censo a Prefeitura firmou convênio com o IBGE para que o levantamento fosse realizado com base nas 16 unidades territoriais do município utilizadas no sistema de georreferenciamento. De acordo com Zuchi, os dados apresentados serão importantes para nortear as decisões tomadas em diversas áreas, como planejamento, educação, saúde, assistência social, entre outras. "Com informações de qualidade teremos condições de tomar decisões e planejar nossas ações de forma mais clara."

População

Na avaliação que leva em consideração os rendimentos individuais da população acima de 10 anos, o levantamento do IBGE mostra que apenas 0,66% dos juiz-foranos possuem salário superior a 20 mínimos. Ainda conforme a pesquisa, grande parte da população, ou 45%, possui rendimentos abaixo de dois salários mínimos.

Dados do Censo 2010 também mostram que os 10% mais ricos no país têm renda média mensal 39 vezes maior que a dos 10% mais pobres. Isso significa que um brasileiro que está na faixa mais pobre da população teria que reunir tudo o que ganha (R$ 137,06) durante três anos e três meses para chegar à renda média mensal de um integrante do grupo mais rico (R$ 5.345,22).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os 10% mais pobres ganhavam apenas 1,1% do total de rendimentos. Já os 10% mais ricos ficaram com 44,5% do total.