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Juiz de Fora detém 2º maior rendimento per capita de MG


Por Flávia Lopes

17/11/2011 às 07h00

Juiz de Fora registrou, no Censo 2010, o segundo maior rendimento per capita por domicílio, segundo dados divulgados ontem pelo IBGE. O valor por pessoa foi de R$ 885, o que deixou o município atrás apenas de Belo Horizonte, cujo valor foi de R$ 1.226 (ver quadro). Apesar do resultado, os números apontam a desigualdade. Em 30,91% dos domicílios, a renda é inferior a R$ 1.020 (o referente a dois salários mínimos da época em que o levantamento foi realizado). Já 3,22% do universo pesquisado, a renda ultrapassa R$ 10.200 (mais de cinco salários mínimos). O IBGE registrou 170.535 domicílios, para uma população de 516.247.

Em Minas, o rendimento médio foi de R$ 641, e, no Brasil, de R$ 668. Nas áreas urbanas, o valor médio para o estado foi de R$ 692 e de R$ 332 nas áreas rurais.

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Entre os salários por sexo, o IBGE registrou em Juiz de Fora um valor de R$ 1.679 para homens e R$ 1.189 para mulheres. O rendimento masculino é 41,21% superior ao feminino. Na avaliação da supervisora de Disseminação de Informações da unidade estadual do IBGE em Minas Gerais, Luciene Longo, na capital, Belo Horizonte, a diferença é ainda maior, de 50,80%. "O que mais influencia essa diferença de valores é o fato de a mulher ainda ocupar as funções com remuneração mais baixa, como domésticas." Em Minas Gerais, o rendimento masculino é 43,88% maior que o das mulheres.

No país, os homens recebiam em média 42% mais que as mulheres (R$ 1.395, ante R$ 984), e metade deles ganhava até R$ 765, cerca de 50% a mais do que metade das mulheres (até R$ 510). No grupo dos municípios com até 50 mil habitantes, os homens recebiam, em média, 47% a mais que as mulheres: R$ 903 contra R$ 615. Já nos municípios com mais de 500 mil habitantes, os homens recebiam R$ 1.985, em média, e as mulheres, R$ 1.417, uma diferença de cerca de 40%.