Inflação deve cair 2 pontos percentuais
Concessionárias locais apreensivas com alta
Nas concessionárias de Juiz de Fora as novas tabelas ainda não foram conhecidas, mas as empresas estão apreensivas em relação à medida. Segundo os diretores das empresas, até ontem, presidentes das principais marcas coreanas e chinesas estavam reunidos para definir de que forma os valores serão definidos a partir do aumento do IPI. Metade dos 40 carros importados mais vendidos não terá que pagar uma alíquota maior de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), segundo levantamento da agência AutoInforme. Eles escapam do aumento porque importam de países do Mercosul e no México, que possuem acordos comerciais com o Brasil.
Segundo o gerente de vendas da Toksu, concessionária Hyundai, José Neto, a empresa ainda está aguardando um posicionamento da marca em relação aos novos valores. Ainda não sabemos os valores ao certo. Ele receia que a medida possa significar queda nas vendas. Estamos crescendo hoje uma média de 5% ao mês . Precisamos de um posicionamento da marca para fazer previsões a partir de agora.
O diretor da Taishan, concessionária Chery, Samuel Guerra dos Santos, acredita que o aumento não será totalmente repassado pelas montadoras, mas deverá impactar as vendas. Ele diz que a marca é a sétima em vendas na cidade. Nos 15 primeiros dias de setembro, já vendemos 25 carros e estamos mantendo uma média de 40 por mês.
O gerente de vendas da Gran Korea, da marca Kia, Frederico dos Santos, também teme queda nos negócios. Em um primeiro momento, esperamos vender mais, pois temos um grande volume em estoque com o IPI antigo. Ainda de acordo com ele, não é possível prever se o aumento será repassado na mesma proporção ou se a marca irá absorvê-lo em parte para reduzir o impacto no preço final. Santos diz que as vendas da concessionária chegaram dobrar em um ano. Acabou o preconceito que as pessoas tinham em relação ao carro importado.
São Paulo (ABr) – O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse ontem que a instituição trabalha para que o país chegue a dezembro de 2012 com a inflação por volta de 4,5% ao ano, centro da meta estipulada pelo Governo. De acordo com ele, nos próximos oito meses, até abril de 2012, a inflação deverá cair dois pontos percentuais. A inflação dos últimos 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), fechou agosto a 7,23%.
Tivemos três meses de inflação relativamente baixa: junho, julho e agosto. Ela está em seu pico em agosto e setembro, mas nos próximos oito meses, até abril do ano que vem, teremos uma redução da inflação em torno de 2 pontos de porcentagem, disse Tombini.
Para o presidente do BC, hoje o país está mais bem preparado para enfrentar a crise econômica internacional que em 2008. O momento, assinalou, é menos perigoso que há três anos, mas ainda assim delicado. Estamos longe dos tempos mais críticos, como no terceiro e no quarto trimestre de 2008. Mas certamente [este é] um momento delicado na conjuntura econômica internacional. Estamos vivendo agora os reflexos daquela crise, com o enfraquecimento de alguns países que sofreram aquele impacto inicial.









