Minas Láctea expõe tecnologia de produção
Aberto oficialmente nessa quarta-feira (17), o Minas Láctea reúne no Expominas as novidades tecnológicas do setor de laticínios, expostas por algumas das maiores empresas do país e do exterior. Nos 130 estandes dispostos em dois pavilhões que englobam a 41ª Exposição de Máquinas, Equipamentos, Embalagens e Insumos para a Indústria Laticinista (Expomaq), os expositores prometem cada vez mais otimização e automação nos processos de fabricação. O objetivo do evento é exatamente este: trazer inovação para que o visitante possa melhorar a tecnologia utilizada na sua empresa. Se ele não compra novos equipamentos, descobre maneiras de adaptar os já existentes, resultando em maior produção em menos tempo e menos mão de obra, explica o chefe da assessoria de relações institucionais da Empresa de Pesquisa e Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Gerson Occhi.
Em atuação no mercado há 17 anos, a Padroniza, localizada em Bauru (SP), é fornecedora de equipamentos de pasteurização e tem apostado na parceria firmada com a italiana Reda para melhorar o desempenho das indústrias. O maquinário tem deixado de ser manual até em pequenos laticínios. Nos últimos seis anos, temos aumentado a venda para pequenos produtores da Zona da Mata e Sul de Minas, que estão buscando a automação na fabricação. É um investimento alto, mas o retorno vem com o produto final, explica o diretor comercial, Milton dos Santos.
Na Expomaq desde 1995, a Mirainox, de Miraí (MG), apostas na automação como forma de economia na mão de obra. Não queremos dizer que acabamos com postos de trabalho, mas o setor apresenta carência de mão de obra e esta é uma alternativa, diz o diretor-presidente da empresa, Claudiomir Vieira. Já a juiz-forana Gemacom Tech oferece ingredientes que permitem encurtar o processo e diminuir custos. Por meio das chamadas ‘tecnologias verdes’, consegue-se reduzir a utilização de insumos e gastos com energia e equipamentos, explica o diretor de operações, Henrique de Castro Neves.
O pesquisador do Instituto de Laticínios Cândido Tostes Pedro Henrique Baptista de Oliveira afirma que, nos últimos cinco anos, tem sido abertas novas perspectivas na produção de laticínios no Brasil, por meio de tecnologias trazidas por empresas européias. Elas oferecem meios de produção automatizados e compactos. Mas a mão de obra ainda é um gargalo, sobretudo no início do processo. É preciso melhorar não só a produção, como a qualidade do leite.
Programação
Na manhã de quarta, foi aberto também o Concurso Nacional de Produtos Lácteos, com a participação de 54 laticínios de sete estados do Brasil. A programação do Minas Láctea segue até hoje, incluindo ainda circuito de palestras e o Fino Paladar – espaço destinado à degustação de produtos. No Expominas, acontece também o Fórum das Américas: leite e derivados, que abrange o workshop Invista em Juiz de Fora e região, com breves explanações sobre as vantagens competitivas da região.










