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Aprovada venda de terreno para shopping


Por Tribuna

16/04/2011 às 07h00

Depois de adiada a votação por três vezes, a Câmara Municipal aprovou ontem, com 13 votos favoráveis e três abstenções, o projeto de Lei, encaminhado pela Prefeitura de Juiz de Fora, que autoriza a venda da área de 2.067 metros quadrados – localizada na Rua Gastão da Mata, na esquina com a Avenida Brasil, próximo à rodoviária – para um grupo de empresários interessado em erguer um shopping na região.

Foram aprovadas duas emendas ao projeto, uma delas, proposta pelo vereador Francisco Evangelista (PP), determina a construção de uma transposição da linha férrea próxima à área que será vendida. A outra emenda, de autoria do vereador José Laerte (PSDB), estipula que o grupo que irá comprar o terreno pague multa no mesmo valor da gleba adquirida caso o empreendimento não seja construído. Os vereadores Roberto Cupollilo (Betão, PT) e Flávio Cheker (PT) abstiveram-se da votação do projeto e das emendas. Já Luiz Carlos dos Santos (PTC) absteve-se apenas da votação do projeto de lei. A área é avaliada em R$ 440 mil.

A proposta, contudo, foi alvo, mais uma vez, de discussões na reunião. Um dos principais motivos foi o fato de o vereador Luiz Carlos ter levado ao plenário cerca de 20 moradores de Rosário de Minas, distrito de Juiz de Fora. Apesar de ter apresentado uma emenda contrária à venda do terreno sem licitação, com base em parecer da Procuradoria da Câmara, o vereador também propôs uma em que destinava, do valor arrecadado com o negócio, 50% para a Escola Municipal Rosário de Minas, 25% para reforma da Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps) do Bairro Dom Bosco e os outros 25% para a Uaps do Jóquei Clube. Não é o momento de fazer promessa que não será cumprida. O vereador que fez isso estava blefando, questionou José Emanuel (PSC). É muito zeloso o vereador defender o parecer da Procuradoria, mas deixa de ser ao apresentar uma emenda em um projeto que considera ilegal, alfinetou Isauro Calais (PMN). Luiz Carlos questionou o fato de a Câmara estar forçando a barra ao vender o terreno direto para o comprador. É como dar um cheque em branco, pois não há destinação para esse recurso.

A intenção, segundo o empresário e assessor jurídico do Grupo São Francisco, Wintor Passos Júnior, é construir um shopping com foco na classe C. Após a aprovação na Câmara, o grupo irá começar a contatar grandes redes âncoras. Estima-se que o empreendimento gere 400 empregos diretos.