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Redução menor na conta de luz em 2013


Por Tribuna

15/12/2012 às 07h00

Brasília (AE) – A necessidade de uso intenso de energia térmica para suprir o mercado nacional está gerando problemas de caixa para as distribuidoras e deve, no futuro, provocar alta na conta de luz. O alerta foi dado ontem pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

O Brasil está gastando R$ 650 milhões por mês para manter as térmicas, disse o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite. Essas usinas geraram o equivalente a 3 mil megawatts (MW) médios de eletricidade em agosto. Agora em dezembro, o volume alcançou 13 mil MW. O grande despacho (geração) das térmicas começou a ser percebido a partir de novembro, disse Leite.

O gasto ao acionar uma usina térmica é bancado pelos consumidores, que pagam uma espécie de imposto, cobrado na conta de luz, chamado de Encargo de Serviço do Sistema (ESS). A energia produzida por esse tipo de usina é bem mais cara do que a proveniente de uma hidrelétrica. Pelas contas da Abradee, cada mês de uso das térmicas representa um aumento de 0,8 ponto percentual na conta de luz. Ou seja, se esse cenário continuar por cinco meses, haverá uma alta adicional na conta de luz de 4% no momento do reajuste anual. A má noticia é que o cenário de maior dependência das térmicas deve continuar por, pelo menos, o primeiro trimestre de 2013.