Estacionar no Centro desafia consumidor

Preços variam entre R$ 3,60 e R$ 7 no Centro
Quem vai de carro ao Centro da cidade para fazer as compras de fim de ano precisa de muita paciência para enfrentar o aumento do fluxo de veículos nas ruas, que subiu de 50 mil para 80 mil por dia. O maior número de carros já teve reflexos no uso das vagas da Área Azul. Segundo dados da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra), a quantidade de usuários dos 1.258 pontos cresceu 22% desde o início de dezembro, passando de 36 mil para 44 mil por semana. Caso o motorista opte por parar nos estacionamentos, deve preparar o bolso: os preços nos estabelecimentos estão mais caros.
Os reajustes praticados desde o dia primeiro variam entre 4% e 22%. A Tribuna esteve em 15 estabelecimentos localizados nas ruas Espírito Santo, Braz Bernardino, Santa Rita, São João Nepomuceno e avenidas Getúlio Vargas e Barão do Rio Branco e constatou que o valor da hora parada oscila entre R$ 3,60 e R$ 7. O preço mínimo é 20% superior aos R$ 3 verificado há um ano em levantamento feito pelo jornal.
A maior alta foi encontrada em um dos estacionamentos da Rua Santa Rita. No local, o valor da hora parada subiu 22%, passando de R$ 3,60 para R$ 4,40. O segundo maior reajuste foi verificado em um estabelecimento localizado na Avenida Barão do Rio Branco, que aumentou em 20% os preços, na última segunda-feira (10). O estacionamento, que antes cobrava R$ 5 a hora, hoje cobra R$ 6. O menor reajuste, de 4%, foi feito em um estabelecimento da Avenida Getúlio Vargas, que passou de R$ 4,80 a hora, para R$ 5.
Nos estacionamentos que afirmaram ter mantido a tabela, gerentes e proprietários estimam alta de até 20% nos próximos dias. Nas ruas, consumidores reclamam do encarecimento do serviço e alegam que os valores pesam nos gastos de fim de ano. "Os preços estão abusivos. Antes, encontrávamos locais no Centro que cobravam R$ 3 a hora. Hoje, você acha este valor em estacionamentos mais afastados ou que acabaram de inaugurar e possuem uma estrutura mais simples, com pouca área coberta", analisa a gestora de recursos humanos Flávia Vianna, 28 anos. Para evitar dor de cabeça, a professora Flávia Ribeiro, 31 anos, deixa o carro em casa. "É muito difícil encontrar vaga, e os estacionamentos encareceram de forma absurda."
Sem poder deixar de usar o veículo, o advogado Denilson Clozato, 45 anos, optou por tornar-se mensalista de um dos estabelecimentos. "Desde o ano passado, os preços aumentaram muito. A solução que encontrei foi procurar o estacionamento mais em conta e pagar mensalidade. Fiz uma economia de 20% na despesa que eu tinha."
Gratuidade em pauta
Os valores praticados nos principais shoppings e supermercados da cidade varia de R$ 3 a R$ 8. A prática pode mudar caso seja aprovado projeto de lei do vereador José Mansueto Fiorilo (PDT). O texto, apresentado no último dia 6, prevê a gratuidade do serviço para clientes de shoppings e hipermercados que consumirem o equivalente a dez vezes o valor da taxa cobrada. A gratuidade seria válida por duas horas. A partir daí, o cliente pagaria o valor da tabela do estabelecimento. O projeto tem votação prevista para janeiro de 2013.









