Governo irá renovar 70 mil caminhões em MG


Por Tribuna

15/10/2013 às 07h00

Minas Gerais terá um programa de renovação de frota de caminhões, conforme informações divulgadas nessa segunda-feira (14) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O projeto será realizado pelo Governo mineiro, em parceria com indústrias siderúrgicas, e pretende substituir até 70 mil veículos no estado. Deste total, não há estimativa de quantos serão renovados em Juiz de Fora. Dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) mostram que na cidade há quase seis mil caminhões, mas não há detalhes sobre o tempo de vida da frota.

Na próxima segunda-feira, 21 de outubro, está prevista a realização de assembleia na qual o governador Antonio Anastasia irá apresentar detalhes do projeto. De acordo com informações da Agência Estado, a retirada dos veículos de circulação e o tratamento dado às sucatas caberão ao Governo de Minas.

Medidas para a revitalização da frota de caminhões já foram adotadas em outros locais no Brasil. No Porto de Santos, por exemplo, foi implantado o Programa de Incentivo à Renovação da Frota de Caminhões (Renova SP), que prevê o financiamento de até 100% na aquisição de caminhões, chassis, caminhões-tratores, e cavalos mecânicos. O pagamento é feito em 96 meses, e a taxa de juros é de 2,5% ao ano. No entanto, se as parcelas forem quitadas em dia pelo proprietário, o Estado de São Paulo cobre a taxa de juros. A assessoria do Governo de Minas não informou se o programa estadual terá modelo semelhante.

O presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais, Mauro Pinto, disse que não tem detalhes sobre o programa que será implantado no estado. Mas se a redução dos valores for interessante, poderá sim contribuir para aquecer as vendas do setor, opina. De acordo com a Agência Estado, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, declarou que a idade mínima para que os caminhões possam se enquadrar no programa evita o surgimento de uma bolha de consumo no setor, o que poderia prejudicar as indústrias. O total de 70 mil caminhões que devem ser substituídos corresponde a quase metade da meta de 150 mil previstos para todo o mercado nacional de 2013. Essa renovação será ao longo do tempo, e não haverá uma bolha de consumo, garantiu Moan.