Aviões da Anac ainda no Aeroclube
Continua o impasse sobre as aeronaves da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que encontram-se paradas no Aeroclube de Juiz de Fora. Os cinco aviões de instrução Aero Boero, de fabricação argentina, permanecem há um mês no pátio, depois de sete anos ocupando um dos hangares da entidade. Embora a Anac alegue que as máquinas foram cedidas ao aeroclube para fomento da formação pilotos, o presidente da entidade local, Douglas Fedóceo, afirma que os aviões vieram de outros aeroclubes apenas para manutenção.
Segundo Fedóceo, as aeronaves, sem condições de vôo, foram deixadas no local pelo extinto Departamento de Aviação Civil (DAC), em 2004, para recuperação, mas a verba prevista para os consertos necessários não foi disponibilizada. Outros três aviões originalmente cedidos ao Aeroclube de Juiz de Fora estariam no hangar, com a manutenção em dia, embora não sejam utilizados para instrução. Ele afirma, ainda, que não foi contatado oficialmente pela Anac sobre o problema, denunciado esta semana pelo portal de notícias G1. Cada Aero Boero custa, em média, R$ 200 mil. Para Douglas Fedóceo, a recuperação não sairia por menos de R$ 100 mil.
Em nota, a Anac informa que uma comissão especial constituída em 2006 para estudar a destinação do material aeronáutico herdado do DAC pela agência aprovou o leilão das peças. Segundo o texto, as aeronaves em questão serão retiradas do cessionário quando restar configurada alguma situação resolutiva de contrato anteriormente firmado ou ainda quando a diretoria, mediante proposta de comissão criada, aprovar destinação por alguma das modalidades previstas na legislação. A Anac diz, ainda, que, constatada a falta de manutenção e conservação das aeronaves, poderá haver perda do direito de uso de bem e indenização por perdas e danos ao erário.









