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Inauguração de fábrica de sacolas garante emprego para detentos de Juiz de Fora

Pelo serviço de produção de sacos de lixo e bobinas de sacolas plásticas, homens vão receber 75% do salário mínimo

Por Marcos Araújo

14/08/2019 às 06h39

Mais 12 presos da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Linhares, serão empregados na fábrica de sacolas inaugurada dentro da unidade. O novo galpão, que já conta com duas oficinas, irá passar a contar com 71 detentos trabalhando. Eles irão produzir sacos de lixo e bobinas de sacolas plásticas para uma empresa sediada no município, que instalou parte de sua produção na penitenciária.Mais 12 presos da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, em Linhares, serão empregados na fábrica de sacolas inaugurada dentro da unidade. O novo galpão, que já conta com duas oficinas, irá passar a contar com 71 detentos trabalhando. Eles irão produzir sacos de lixo e bobinas de sacolas plásticas para uma empresa sediada no município, que instalou parte de sua produção na penitenciária.

Com a unidade fabril e as oficinas, 71 detentos têm a chance de trabalhar na Ariosvaldo Campos Pires (Foto: Divulgação/Sejusp)

Pelo serviço, os prisioneiros vão receber 75% do salário mínimo e remição de pena. Para cada três dias trabalhados, um é retirado da sentença. O benefício acontece graças a parceria entre a penitenciária e a empresa Hiperroll Embalagens, que foi instalada na unidade ocupando o espaço de 120 metros quadrados. A expectativa de produção é de 820 mil sacos de 50 litros e dez mil sacos picotados por dia. Ao longo desta semana, os presos passarão por um treinamento para aprender a manusear o maquinário.

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Segundo informação da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a intenção da empresa parceira é que, no futuro, mais presos sejam contratados. Por meio da assessoria de comunicação da pasta, o diretor-geral da penitenciária, Bruno Aguiar, afirmou que a consolidação de mais uma parceria de trabalho é de grande auxílio para a gestão prisional. “A atividade laboral, além de trazer a perspectiva de uma nova profissão, contribui para o bom comportamento da massa carcerária, uma vez que a Comissão Técnica de Classificação (CTC) somente aprova para o trabalho aqueles internos que apresentam bom comportamento”, explica.

Um dos selecionados para trabalhar na nova fábrica, LMP, de 25 anos, disse que as perspectivas são as melhores possíveis. “Essa oportunidade que a empresa e a unidade prisional estão oferecendo é algo que eu não quero desperdiçar”, ressaltou. Ele contou que não esperava aprender um novo ofício, mas a oportunidade o fez pensar em um futuro diferente. “Até nasceu uma esperança na gente quando o pessoal da empresa disse que temos grandes chances de trabalhar na fábrica deles do lado de fora”.

Também por meio da assessoria, o coordenador industrial da Hiperroll, José Gabriel Gonçalves, destacou que a empresa firmou parceria semelhante com o Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), nascendo desta empreitada a proposta para a instalação da fábrica na Ariosvaldo Campos Pires. “Esse tipo de cooperação tem dois lados que atraem o empresário: o financeiro e a questão social, que é o que mais valorizamos”, destacou. Ele ainda enfatizou que o trabalho dignifica o homem e que a empresa acredita na possibilidade de recuperação da pessoa presa por meio do ofício. “Obtendo essa profissão agora, eles poderão ser contratados pela empresa quando saírem. Nós gostamos muito dessa ideia e temos a intenção de ampliar e empregar mais presos”, pontuou.

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