Atendimento demorado na Cemig

PROBLEMA OCORRE na agência da Cemig, na Rua Espírito Santo, onde consumidores chegam a ficar do lado de fora por conta do calor e falta de assentos LEONARDO COSTA
Consumidores têm reclamado da demora para o atendimento presencial na sede da Cemig, localizada na Rua Espírito Santo, no Centro. A espera tem ultrapassado uma hora e, em alguns casos relatados à Tribuna, os clientes não conseguiram ser atendidos até o fim do expediente e tiveram que voltar para casa sem solução das demandas. Enquanto os consumidores afirmam que há necessidade de mais trabalhadores na unidade, a companhia garante que o quantitativo é suficiente, mas que a demanda aumenta até 60% nesta época do ano. A orientação é para que os consumidores, quando possível, busquem solucionar as demandas por canais alternativos disponibilizados pela companhia.
Ontem, logo pela manhã, uma longa fila já havia se formado na sede da Cemig. Parte dos consumidores aguardava do lado de fora por conta do calor e da falta de assentos. “Não tem lugar para todo mundo lá dentro”, disse o empresário Luís Fernando Nunes, 51 anos. Ele havia retirado a senha 40 minutos antes e ainda aguardava o atendimento. “Ainda tem 20 pessoas na minha frente.” Ele conta que só pode esperar pelo atendimento porque estava de folga. “A demora é tanta que você tira o dia para isso.”
Uma dona de casa, que preferiu não se identificar, diz que tenta ligar a luz da nova casa desde a última segunda-feira (9). “No primeiro dia, cheguei às 15h, mas não consegui atendimento, pois o expediente acabou. Voltei no dia seguinte e me disseram que não poderia ser feito, pois o contrato estava no nome do meu marido. Só que ele trabalha e não pode ficar aqui à disposição. Estou numa maratona, acionei até o dono do imóvel para fazer um novo documento”, relata. “Além de estar todos esses dias sem luz, tenho um bebê de seis meses que fica em casa aos cuidados de outra pessoa enquanto estou aqui tentando ser atendida.”
Para um músico, que também aguardava atendimento e preferiu não ser identificado, faltam funcionários na companhia. “Todas as vezes que venho aqui há demora para ser atendido. Agora tem extrapolado, mas acredito que o problema seja pelo número pequeno de atendentes.”
Procurada pela Tribuna, a assessoria da Cemig informou que, nesta época do ano, a demanda por atendimento presencial cresce em torno de 60%. “Juiz de Fora tem características comuns de uma cidade universitária, e, no início de cada ano letivo, temos aumento de novos contratos de locação para estudantes que precisam solicitar uma ligação nova, de encerramento de outros que concluem seus cursos e da troca de titularidade pelos mesmos motivos”, informou em nota.
A empresa ainda atribuiu o problemas à crise financeira. “Impactou a vida dos consumidores e tem trazido constantemente clientes à agência para solicitar parcelamento de faturas em atraso.” A companhia afirma que “o número de funcionários atualmente é o suficiente para o atendimento da demanda, além da possibilidade de suporte da supervisão e coordenação e estão dentro da meta estipulada pela Aneel.”
OUTROS CANAIS
A companhia orienta que os consumidores verifiquem se o serviço solicitado pode ser realizado por outros canais como internet, aplicativo da Cemig, agência virtual e SMS. “O atendimento presencial se faz necessário em algumas solicitações que necessitam de apresentação de documentos comprobatórios, como por exemplo, ligação nova e troca de titularidade.” Nestes casos, a companhia alerta para que o cliente se informe previamente sobre a documentação necessária para evitar retorno.









