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Dia Nacional da Cachaça: setor movimentou R$ 624,7 milhões em Minas em 2025

Minas Gerais lidera ranking de produtores de cachaça e diversidade do produto no Brasil; além do âmbito ecônomico, bebida também ocupa o setor cultural e tradicional no estado


Por Mariana Weitzel

11/09/2026 às 11h24- Atualizada 11/09/2026 às 11h51

Comemorado em 13 de setembro, o Dia Nacional da Cachaça reconhece a importância histórica, cultural e econômica do produto que nasceu no Brasil. A data foi criada em 2009, por inciativa do Instituto Brasileiro da Cachaça (IBrac), e faz menção à Revolta da Cachaça, ocorrida em 1661, que conseguiu forçar a Coroa Portuguesa a liberar oficialmente a produção da bebida no Brasil.

Atualmente, a produção de cachaça em Minas Gerais ocupa um protagonismo nacional, com geração de renda, empregos, arrecadação, turismo e oportunidades de negócio, conforme destaca a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Entre todos os estados brasileiros, Minas é líder em número de produtores de cachaças. Segundo o Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o território mineiro concentra 564 estabelecimentos elaboradores da bebida, o que equivale a 36,7% do total nacional. O estado também lidera em diversidade do produto, com 2.922 cachaças registradas, cerca de 35% de todas as marcas do país.

Minas também tem ampliado sua participação nas exportações da bebida. Segundo dados divulgados pelo Governo de Minas, o estado exportou cerca de US$ 1,5 milhão em cachaça em 2025, correspondente a cerca de 8,8% do valor exportado pelo país.

No âmbito estadual, o setor movimentou R$ 624,7 milhões em 2025, segundo levantamento da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Do faturamento registrado, 54% tiveram origem em vendas para mercado interestadual e internacional, enquanto 46% foram gerados no próprio mercado interno mineiro. A cadeia produtiva de cachaça gerou ainda aproximadamente R$ 56,5 milhões em ICMS durante o mesmo ano.

Mas os impactos da bebida vão além do setor econômico, ocupando também o patrimômio cultural de Minas. O processo tradicional de fabricação foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Estado pela Lei Estadual nº 16.688, de 2007, como uma maneira de reforçar a relação entre a bebida, os saberes transmitidos entre gerações e os territórios de produção.

Tecnologia e conhecimento técnico apoiam produtores de cachaça

Para ampliar a competitividade do setor de produção de cachaça, os saberes tradicionais de fabricação tem recebido o apoio de ferramentas tecnológicas.

Unidades como o Centro de Inovação e Tecnologia (CIT Senai), o Instituto Senai de Tecnologia em Química (ISTQ) e o Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos e Bebidas (ISTAB) atuam em soluções relacionadas ao controle de qualidade, melhoria de processos e desenvolvimento de produtos.

Entre as atividades realizadas, ensaios físico-químicos fundamentam análises que ajudam os produtores a identificar desvios, aprimorar etapas produtivas e garantir maior conformidade com a legislação.

A atuação abrange ainda consultorias técnicas, adequação de rotulagem e projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) focados na inovação de produtos derivados da cachaça.

*Estagiária sob supervisão da editora Carolina Leonel