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7 mil empreendedores individuais até julho


Por GRACIELLE NOCELLI

10/08/2012 às 07h00

Com total de 7.614 formalizações até julho deste ano, o número de empreendedores individuais (EI) em Juiz de Fora deve aumentar mais de três vezes e chegar a 28 mil em 2014, ultrapassando o número de micro e pequenas empresas (com previsão de chegar a 27 mil). A estimativa é do Sebrae-MG e se baseia no crescimento verificado pelos dois modelos de pessoa jurídica. Segundo a entidade, só este ano, foram registrados mais de 2.700 EIs. A cidade ocupa a quarta posição do ranking mineiro com maior número de inscrições, atrás apenas de Belo Horizonte (49.800), Contagem (11.800) e Uberlândia (11.100).

Benefícios como cobertura previdenciária e acesso ao crédito diferenciado, além da própria divulgação da informação contribuem para o crescimento de empreendedores individuais, diz o gerente regional do Sebrae-MG, João Roberto Marques Lobo. De acordo com ele, a Zona da Mata é a mesorregião de Minas com melhor índice de formalizações: para cada um empreendimento formal, temos 1,82% informais.

Segundo ele, quase 20% dos EIs da cidade se concentram em segmentos de comércio varejista de roupas (11,59%) e cabeleireiro (7,62%). Existe um capital menor para este tipo de empresa e não há necessidade de uma estrutura física. O empreendedor pode ir até o cliente ou recebê-lo em casa, muitos continuam com a forma de trabalho que tinham antes de se formalizarem. A diferença, de acordo com Lobo é que, além dos benefícios, a inscrição como EI pode propiciar aumento dos negócios. A partir do momento em que pode oferecer nota fiscal, os clientes em potencial aumentam e é possível atender empresas maiores. Ele lembra que o faturamento anual não pode ultrapassar R$ 60 mil. Este é o teto para que a pessoa continue na condição de empreendedor individual. Por isso, dizemos que o futuro do EI é se tornar uma microempresa, cujo teto anual é de R$ 360 mil.

Estes são os planos de Veríssimo David, 35 anos. Formado em educação física, há três meses ele decidiu largar as academias e abriu uma loja de roupas masculinas. Tive a ideia após participar de uma feira de couros na Bahia. Realizei uma pesquisa prévia, me informei no Sebrae e vi que seria interessante abrir meu próprio negócio. A formalização como empreendedor individual é simples, feita pela internet. Hoje, ele mesmo produz as estampas das camisetas que vende e garante que tem sido lucrativo. Além do estabelecimento, continuo vendendo de porta em porta e por encomenda. Me tornar EI só trouxe vantagens, pois os tributos e a burocracia são menores. Para ele, a possibilidade de se tornar MPE não é descartada. Tudo vem ao seu tempo, mas se acontecer é porque o negócio está prosperando.