48% das empresas têm ações sustentáveis
A preocupação com o desenvolvimento sustentável tem crescido a cada ano entre as empresas brasileiras. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope, 48% possuem políticas de sustentabilidade com metas e ações planejadas. Outras 45% praticam ações pontuais e apenas 7% não possuem qualquer medida para um modelo de gestão sustentável. De olho nesse crescimento e também no aumento da exigência dos consumidores por empresas socialmente responsáveis, foi realizada ontem, em Juiz de Fora, a "1ª Conferência as Novas fronteiras do desenvolvimento sustentável", que reuniu empresários e público em geral.
A coordenadora do relatório de sustentabilidade do Governo de Minas Gerais e representante da secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Renata Meirelles, falou sobre as metas do Governo para o desenvolvimento sustentável. Segundo ela, o estado tem desenvolvido ações dentro das redes transversais de gestão, com a regionalização das estratégias e metas. Na Zona da Mata, o processo de mudança do sistema de meio ambiente passa pela Superintendência Regional de Meio Ambiente (Supram) da Zona da Mata, localizada em Ubá, que atende a Juiz de Fora e outros 162 municípios da região. "Uma das nossas principais metas hoje é desburocratizar e diminuir os prazos para os licenciamentos ambientais", explicou. Ainda de acordo com a coordenadora, uma das perspectivas futuras do Sistema Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) é melhorar os sistemas de informação, promover integração por meio de parcerias, estimular a educação ambiental e regionalizar as ações para o desenvolvimento sustentável.
O diretor da Biokratos Consultoria Ambiental, José Mario de Oliveira, a educação ambiental é o ponto-chave para a sustentabilidade. "Vemos muitas empresas fazendo campanhas de educação ambiental, mas não praticando a educação ambiental propriamente dita. É necessário formar os professores. A base principal da coleta seletiva, que em Juiz de Fora gira entre 1% e 2% dos resíduos recolhidos, é a educação ambiental."
Para o presidente do Instituto de Economia Criativa, Adolfo Menezes Melito, muitas indústrias estão fechando as portas por problemas ligados à falta de ações de sustentabilidade. Para ele, é necessário haver políticas de sustentabilidade também para micro, pequenas e médias empresas. "Há uma falta de orientações em relação aos processos. No setor, há muita teoria e pouca ação."
A diretora do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Fernanda Gimenes, apresentou a "Visão 2050: agenda para uma nova sociedade", com os pilares a serem apresentados na Conferência da ONU Rio +20, que irá discutir, em maio de 2012, a chamada "economia verde" e os caminhos para promover um novo modelo de desenvolvimento. Com a mesma metodologia usada pelo World Business Council for Sustainable Development (WBCSD), o Visão 2050 brasileiro vai indicar os caminhos para que o país chegue a 2050 com qualidade de vida para seus habitantes. "O Sebrae está fazendo a tradução desses documentos e vamos incorporar os indicadores dos valores de ativos ambientais e sociais dos governos e empresas." Para o vice-presidente de operações do Grupo Brasilinvest e fundador do Centro de Diplomacia Empresarial, Marcos Tryjo, o pré-sal é o ingresso para que o Brasil dê um salto rumo ao desenvolvimento sustentado e em direção à utilização de tecnologias de ponta.









