Copa deve impulsionar venda de TV no Natal


Entre as grandes redes que atuam em JF, a previsão é de alta de até 20% com as vendas de dezembro
Os televisores estarão no topo da lista de compras deste Natal. De acordo com a indústria e o comércio, a demanda pelo produto aumenta a partir de agora e deve seguir firme durante todo o primeiro semestre de 2014, por conta da realização da Copa do Mundo. A estimativa da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros) é que 37% das vendas de TV de 2013 sejam realizadas neste último trimestre do ano. Para 2014, a entidade prevê aumento de 7%. Entre os principais fabricantes, a expectativa de crescimento é ainda maior, atingindo até 50%. Em Juiz de Fora, os consumidores seguirão a tendência nacional, conforme avaliação do Sindicato do Comércio (Sindicomércio-JF). Entre as grandes redes que atuam na cidade, a previsão é de alta de até 20% com as vendas de dezembro.
Entre os modelos mais procurados pelos consumidores estarão os de telas maiores, finas e com tecnologia avançada. A Smart TV, também conhecida como "televisão conectada", por integrar a internet ao televisor, é a aposta entre as empresas fabricantes, que têm trabalhado no desenvolvimento de aplicativos diferentes para conquistar o consumidor. "Entendemos que o modelo "smart" deve melhorar a experiência em ver televisão, por isso, o empenho em trazer novas funções", explica o gerente de marketing de produtos responsável pela Philips, André Romanon. Entre as possibilidades está a da pessoa acessar as redes sociais, por meio do controle remoto, enquanto assiste a programação. Segundo Romanon, o Brasil é o país que mais consumiu a plataforma da marca no mundo. "As vendas aumentaram seis vezes no período de um ano. A aceitação entre os brasileiros foi impressionante."
De acordo com a gerente de marketing da L.G., Fernanda Summa, o modelo "smart" não é restrito às conexões com alta velocidade. "A televisão é capaz de detectar a velocidade e fazer a adaptação da qualidade do vídeo", explica. "Claro que quanto mais rápida a internet, melhor a qualidade." A expectativa da L.G. é que 45% do mercado esteja com esta tecnologia no próximo ano. "Mas as vendas começam agora. O último trimestre do ano que antecede à Copa do Mundo é muito forte para o setor." Summa afirma que o evento é responsável por impulsionar a comercialização e, também, a transição de tecnologias. "Em 2006 tivemos o boom dos televisores de 29 polegadas com tela plana, em 2010 foi a vez do modelo LCD e, agora, será a consolidação da tecnologia 4K." O novo modelo garante definição quatro vezes maior que os televisores Full HD, mais modernos neste aspecto.
A tecnologia também é a aposta da Sony, que prevê aumento de 50% das vendas no próximo ano. "O evento propicia este salto tecnológico. O brasileiro gosta de futebol e sempre busca o que há de mais moderno", garante o gerente de produto de TV da Sony Brasil, Sérgio Buch. Ele conta que a empresa já tem trabalhado em ações há alguns meses. "Iremos fazer lançamentos específicos para o evento. Dizemos que, em ano de Copa, o Natal acontece no primeiro semestre."
A mesma percepção tem o presidente da Eletros, Lourival Kiçula, que afirma que a sazonalidade das vendas será invertida em 2014. "Geralmente, temos 40% das vendas feitas no primeiro semestre e 60% no segundo, por causa do Natal. Estes números se invertem em ano de Copa do Mundo." Sendo assim, ele destaca que o setor vive um longo período de aquecimento, ao "emendar" as vendas de Natal nos meses que antecedem a competição, que será realizada em junho.
O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, confirma que as vendas de artigos relacionados à Copa na cidade, incluindo televisores, seguem o mesmo padrão nacional. "As vendas começam agora, neste Natal. Muitos consumidores antecipam para garantir promoções que são feitas pelo mercado e, também, utilizarem o décimo terceiro salário." De acordo com a assessoria da Ricardo Eletro, até dezembro, as vendas de TV irão aumentar 20% ante a 2012. Sem estimar percentual, Lojas Americanas e Magazine Luiza também afirmam que a demanda cresce consideravelmente no período que antecede a Copa do Mundo.











