Construção civil abriu 19 vagas na cidade
O setor da construção civil vive período de aquecimento em Juiz de Fora. Prova disso é o saldo positivo em 519 vagas com carteira assinada, contabilizado na diferença entre o número de admissões (4.462) e demissões (3.943), neste primeiro semestre. No mesmo período do ano passado, o resultado havia sido negativo em 37 oportunidades, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). De janeiro a junho deste ano, a função de servente de obras é a totaliza maior saldo de empregos – 401. Segundo o presidente do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), Leomar Delgado, o número de contratações só não é maior porque o setor ainda convive com falta de mão de obra qualificada. Para a construção civil é necessário experiência e temos dificuldade em encontrar profissionais.
Delgado avalia que o bom momento vivido pela setor se deve às obras de diferentes portes realizadas na cidade. A comparação entre períodos mais e menos aquecidos não leva em conta a sazonalidade do ano, mas o início e fim de projetos. No momento, estamos com muitas obras menores, que somadas geram contingente de emprego e renda significativo, e outras maiores, como da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e do programa Minha Casa, Minha Vida, que contribuem para esse aquecimento. Como consequência, ele destaca o aumento da remuneração oferecida . Profissionais de outros setores têm migrado para o nosso por conta das ofertas. De acordo com dados do MTE, cargos de mestre de obras e operador de escavadeira atingem salário médio de R$ 2.648,28 e R$ 1.602,06 na cidade, respectivamente.
O aquecimento da construção civil também alavanca outros setores. De acordo com dados do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF), o aumento das vendas de materiais de construção cresceu entre 5% e 7% no primeiro semestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. Este percentual inclui também as vendas de varejo, que estão num momento mais delicado. Se fôssemos olhar apenas o comércio para as construtoras, este percentual seria maior, destaca o diretor da entidade, Gilson Peixoto.
No Boletim do Custo Unitário Básico da Construção de julho, divulgado pelo Sinduscon, os materiais representaram aumento de 0,89% na comparação com junho. Já as despesas com mão de obra e administração mantiveram o mesmo valor, enquanto os custos com equipamento diminuíram 4,55%.









