Ouça agora

Produto até 80% mais caro


Por Fabíola Costa

05/12/2012 às 20h41

A coleta de preço foi feita em sete supermercados

A coleta de preço foi feita em sete supermercados

A quase 20 dias para o Natal, os produtos típicos chegam à mesa do consumidor até 79% mais caros em Juiz de Fora. Este é o resultado da comparação do preço médio de 84 itens tendo por base a primeira pesquisa Disque Natal, divulgada ontem, em relação ao primeiro levantamento do ano passado. As coletas de preço feitas pela Secretaria de Agropecuária e Abastecimento (SAA) em sete supermercados da cidade apontam que o quilo da castanha portuguesa foi o que mais subiu, passando de R$ 23,90 para R$ 42,90 no período. Entre as carnes, o camarão médio (400 gramas) aumentou 74%. Já o atum ralado (170 gramas) foi o recordista entre os enlatados, com alta de 68,10%. A maior variação das frutas foi percebida na nectarina (quilo) – 64,85%. Considerando as bebidas, o litro da vodka foi o que apresentou maior oscilação (40,64%) de um ano para o outro.

A Tribuna também fez um levantamento de onze dos produtos mais populares nesta época do ano e constatou que, entre eles, o aumento chega a 16,5%, que é o caso do quilo do bacalhau saith (ver quadro). A lentilha (500 gramas) ocupa o segundo lugar (13,4%) na lista, seguida, de perto, pelo espumante importado (750 ml) – 11,7%.

src=/polopoly/polopoly_fs/1.1198026.LATEST!/image/3142303183.jpg_gen/derivatives/landscape_800/3142303183.jpg

O representante de telemarketing Gabriel Miranda, 20 anos, já começou a fazer as compras para a ceia natalina. Precavido, tem o hábito de pesquisar preços antes de abrir a carteira. Ontem, encontrou panetone mais barato e levou o produto para casa. Gabriel também pretende adquirir frutas, carnes e vinhos, sempre comparando os valores praticados pelos estabelecimentos comerciais. "Não quero comprar por impulso."

De acordo com o coordenador de pesquisas da SAA, Júlio Alvarenga, o Disque-Natal é feito para consumidores como Gabriel. "A importância da pesquisa é oferecer um parâmetro para comparação. Se o consumidor analisá-la com carinho e estiver disposto a andar um pouquinho, vai economizar." Na avaliação dele, a oscilação de preços verificada este ano não é muito elevada. A partir da próxima semana, no entanto, será possível fazer uma análise mais apurada, já que aumenta a oferta de produtos nas gôndolas e começam os ajustes pelo próprio mercado, a partir do comportamento da concorrência.

Uma particularidade destacada por Júlio é em relação ao custo das carnes. Com o fim do embargo e a abertura da importação do produto pela Rússia, a tendência é que exista majoração, avalia. O frango apresenta curva ascendente há cerca de um mês, e a carne bovina caminha para a estabilidade. Até o Natal, serão divulgadas mais duas edições da pesquisa, uma no dia 15 e a outra no dia 22. O resultado completo pode ser conferido nos Classificados da Tribuna ou no site www.pjf.mg.gov.br.