Preço de medicamentos varia em média 71% em Juiz de Fora
A principal arma para o consumidor que deseja economizar na compra de medicamentos continua sendo a boa e velha pesquisa de preços. Segundo levantamento realizado pela Tribuna na última quinta-feira junto a quatro estabelecimentos da cidade, a diferença de preço chegou a 400% no valor do Captopril genérico. No estabelecimento mais barato, ele é vendido a R$ 3 e sai a R$ 15 no mais caro. A variação média encontrada na cidade entre 15 medicamentos de referência e seus respectivos genéricos foi de 71,5%. Os medicamentos pesquisados seguem a listagem dos mais procurados no país, sugerida pelo Procon/SP. A pesquisa completa encontra-se nos Classificados desta edição.
Entre os medicamentos de referência, a maior variação de preços foi a do Flagyl de 250mg, de 190,5%. O produto foi encontrado a R$ 9 no estabelecimento com menor preço e a R$ 26,15 no local com maior valor. A aposentada Marly Cunha, que compra pelo menos seis tipos de medicamentos todo o mês para ela e para o marido, sabe bem a importância da pesquisa. Ela diz que, sempre que recebe a receita médica, liga para pelo menos cinco estabelecimentos diferentes da cidade. "Os preços variam muito e, às vezes, vou a quatro farmácias para conseguir o valor mais baixo." A diferença, segundo ela, chega a ultrapassar R$ 30. "É um valor que faz diferença no final do mês."
Uma das alternativas para o consumidor verificar se está sendo lesado é consultar a listagem de Preços Máximos (PMC) dos medicamentos, disponível no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), www.anvisa.gov.br, ou diretamente pelo link bit.ly/anvisapmc. A lista foi atualizada no último dia 20.
Conforme determina a Resolução nº 4 da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) de 09/03/11, as listas devem estar disponíveis ao consumidor em todas as farmácias e drogarias. Segundo o superintendente do Procon, Eduardo Schröder, a pesquisa é fundamental para economizar. "O primeiro passo é perguntar ao médico se o medicamento receitado pode ser substituído por genérico ou similar." Outra opção, de acordo com o superintendente, é conferir o preço em pelo menos três estabelecimentos e pechinchar ao final da compra. "Muitas farmácias costumam dar descontos no balcão, e o consumidor acaba economizando mais."
Para a presidente da Associação das Donas de Casa e Consumidores, Léa Ganimi, uma das alternativas é verificar se o medicamento é oferecido na Farmácia Popular, onde há produtos subsidiados pelo Governo, com valor até 90% mais baixos que nas drogarias convencionais. Para isso, o pedido do remédio tem de ter sido feito por um médico do SUS. Léa Ganimi também lembra que negociar o valor com o balconista na farmácia pode ser eficaz. "Quem paga em dinheiro consegue descontos ainda maiores."
Ela alerta ainda os consumidores a comprarem um medicamento de cada vez. "O paciente, ao receber uma receita, não deve comprar toda a quantidade de remédios solicitada, pois ele pode não se adaptar, e a farmácia não é obrigada a trocar nesses casos."









