Polimetálicos atinge 50% da capacidade
Mesmo sem inauguração oficial, a primeira fábrica de polimetálicos do país está em operação em Juiz de Fora, com utilização de cerca de metade da capacidade prevista. Conforme posicionamento da Votorantim Metais, 73 funcionários diretos estão envolvidos no projeto. Com a produção de 95 mil toneladas de matéria-prima alternativa desde 2011, foi possível substituir até 30% do concentrado importado pela empresa. A capacidade de reciclagem é de 200 mil toneladas de resíduos.
Conforme a Votorantim Metais, o projeto recebe investimento de R$ 521 milhões e tem sido implementado em fases. Como a Tribuna noticiou, em 2011 a iniciativa estava em testes. A produção acontecia em pequena escala, na chamada "curva de aprendizagem", uma espécie de projeto-piloto antes da fabricação industrial. Segundo o gerente geral da unidade Juiz de Fora, Eugênio Hermont, a meta é atingir 100% da capacidade de produção até 2018. "Para isso, serão feitos investimentos em melhorias e aquisição de equipamentos. Também haverá a contratação de pessoal, mas ainda não temos dados, nem valores definidos."
O Polimetálicos foi apresentado pela primeira vez em 2007 e teve a "partida postergada" em outubro do ano seguinte em função da crise econômica mundial que afetou a demanda internacional por metais. Segundo a Votorantim, o projeto estava em ritmo avançado de obras, com 1.300 funcionários diretamente envolvidos na montagem. Com a crise, que afetou diretamente o mercado de zinco, as obras foram temporariamente suspensas. Segundo Hermont, o período de reaquecimento da economia motivou a retomada do projeto "que sempre deu bom retorno para a empresa". Em janeiro de 2011 as obras foram reiniciadas, com aproximadamente 350 empreiteiros.
Em 2010, quando foi comunicada a retomada da iniciativa, o investimento previsto era de R$ 520 milhões, com a criação de 700 empregos durante a implantação. Em 2011, foi firmado um terceiro termo aditivo ao protocolo de intenções junto ao Governo estadual elevando para R$ 904 milhões os investimentos da empresa na cidade até 2012, incluindo a implantação de uma unidade de produção e reciclagem de chumbo que demandaria R$ 383 milhões em recursos. As metas iniciais eram aumentar em 15 mil toneladas a produção anual de zinco de Juiz de Fora – hoje de 102 mil toneladas por ano – e incrementar em R$ 220 milhões a receita anual da planta juiz-forana. Ao longo desse período, a empresa chegou a anunciar possíveis datas de inauguração. O cronograma inicial previa agosto de 2011. Depois, o prazo foi postergado para primeiro semestre de 2012.
Conforme a empresa, o Polimetálicos foi concebido para oferecer "soluções seguras" para o reaproveitamento dos minérios de baixo teor de zinco, das minas de Vazante e Morro Agudo, e o pó de aciaria elétrica, oriundo das siderúrgicas de aços longos de todo o Brasil. Segundo o gerente geral da unidade Juiz de Fora, o foco atual é a consolidação do polimetálicos. "Nossa ideia é, no futuro, fazer a expansão do sulfato de cobre. Queremos triplicar a produção. No ano que vem, vamos fazer os cálculos e elaborar o planejamento." A produção anual do sulfato de cobre chega a 3.800 toneladas/ano. O sulfato de cobre é utilizado no tratamento de água e tem aplicabilidade em vários materiais da cadeia agrícola, como fertilizantes e ração animal.
*colaborou Gracielle Nocelli











