Liquidações de Ano Novo movimentam comércio em JF
Lojas aproveitam início de 2020 para vender estoque remanescente das festas de final de ano

A sexta-feira (3) amanheceu movimentada no comércio da região central de Juiz de Fora. Algumas lojas aproveitam o estoque restante do final de ano – época de aquecimento das vendas a partir da Black Friday, no último dia 29 de novembro – para promover preços promocionais e estimular os consumidores a irem às ruas. A expectativa dos comerciantes é que a movimentação vá diminuindo gradualmente durante o dia, mas algumas lojas estimam vendas semelhantes às observadas em novembro.
Na Magazine Luiza da Avenida Rio Branco, a liquidação despertou ansiedade dos consumidores desde as primeiras horas do dia. Houve quem aguardasse desde essa quinta-feira (2) pela abertura das portas da loja, que funcionou em horário especial – a partir das 6h – nesta sexta em função dos preços promocionais. O gerente Silverson Santos explicou que os preços dos itens que estavam retidos no estoque da loja há mais tempo são os que se destacam. “Tem mais descontos naqueles produtos que estão mais antigos, e condições de parcelamento iguais às da Black Friday”, explica. “Estamos esperando um movimento muito grande. Igual ou até superior ao da Black Friday”, conclui o gerente.
Funcionário de empresa de ônibus, Matheus Henrique chegou por volta de 7h para fazer as compras de itens para casa nova, sobretudo produtos para cozinha. O consumidor admitiu que não se planejou para aproveitar a promoção e, por ainda não ter chegado o quinto dia útil, a alternativa encontrada foi utilizar o cartão de crédito. “Eu estava de férias, coincidiu de chegar a promoção e eu estou aproveitando. Aí a gente compra no cartão, divide, vê uma maneira de comprar”, diz. Uma das características da promoção é não disponibilizar a entrega na casa do comprador, o que não foi problema para Matheus. “Arrumei um amigo que vai vir de carro e levar para mim. Vai demorar um pouco ainda (para chegar em casa), mas está bom. O preço está valendo a pena”, afirma.

A aposentada Maria das Graças Bichara, por sua vez, ainda pensava em alternativas para conseguir retirar o fogão da loja e transportar até a sua casa. Mesmo com o problema, ela estava decidida a comprar o eletrodoméstico. “Para levar para casa que vai ficar complicado, mas vou ver se pago alguém ou consigo um táxi para conseguir levar”, projeta. Maria das Graças ganhou tempo para pensar enquanto esperava a irmã chegar na loja com o dinheiro para concretizar a compra, mas sem perder de vista o fogão escolhido, que era o último no estoque. “O preço está ótimo. Eu estava acompanhando. Antes, (o fogão) estava por volta de R$ 1.200 e R$ 1.300, agora está custando R$ 790. E agora que eu estava precisando, foi na hora certa”, comemora.
Já a consumidora Cleide Aparecida foi mais comedida nas compras e fugiu dos produtos mais caros, levando um liquidificador e uma panela de pressão para casa. A data da promoção foi um empecilho para realizar compras em maior volume. “O período do ano é complicado também, porque você já gastou dinheiro no Natal, no Ano-Novo, e agora você vem para comprar o básico. A não ser quem já reservou o dinheiro para comprar agora”, alerta.









