Greve fecha 54 agências em JF
Cinquenta e quatro agências bancárias de Juiz de Fora paralisaram as atividades, nesta segunda-feira (30), em decorrência da greve dos funcionários, conforme informações do Sindicato dos Bancários da Zona da Mata e Sul de Minas (Sintraf JF). O número corresponde a 75% da rede de atendimento da cidade. Sem previsão de quando haverá negociação com a ala patronal, a categoria afirma que o movimento irá se intensificar nos próximos dias. Na manhã de dessa terça-feira, os trabalhadores se reúnem em ato no Centro para dar continuidade às reivindicações.
Diante da paralisação das atividades, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) emitiu comunicado orientando a população com o pagamento de contas. Segundo a entidade, Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), contribuição para o PIS/Pasep, contribuição para o financiamento da seguridade social (Cofins), licenciamento de veículos, renovação de seguros, aluguel, financiamentos, empréstimos e contas de consumo como água, luz, internet, telefone, gás e TV a cabo podem ser pagos por meio de "canais alternativos, como os caixas eletrônicos e rede 24 horas, pelo internet banking, pelo telefone do banco e ainda nos correspondentes." A Fenaban destaca que hoje 42% de todas as transações bancárias são feitas por meios eletrônicos. Casas lotéricas, agências dos Correios, supermercados e estabelecimentos comerciais credenciados integram a rede de correspondentes.
Ainda não há previsão de quando o acordo entre as alas patronal e laboral será fechado. De acordo com o presidente do Sintraf-JF, Robson Marques, o Comando Nacional de Greve enviou carta à Fenaban, na última sexta-feira, 27 de setembro, convocando uma nova negociação. "Como não tivemos retorno, iremos manter o movimento e fortalecê-lo ainda mais." Sobre o assunto, a Federação afirmou, por meio de sua assessoria, que "não tem novas informações para acrescentar."
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 11,93%, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários do bancário mais R$ 5.553 fixos, ampliação do horário de funcionamento dos bancos, das 9h às 17h, com a criação de dois turnos de trabalho, além de melhorias nas condições trabalhistas e fim do assédio moral e das metas abusivas. Na última tentativa de negociação, a Fenaban ofereceu reajuste de 6,1%, afirmando que o percentual "corrigirá salários, pisos e benefícios."











