Entrando no clima que pipoca Brasil afora

Existe um movimento em prol da leitura Brasil afora. Isso é fato, e os inúmeros eventos literários que pipocam durante o ano estão aí para comprovar. Como deixar Juiz de Fora longe desse cenário? Há quem perceba o vazio e se mobiliza para preenchê-lo. “Sentimos que não tínhamos um movimento forte, com peso, que pudesse reunir todas as livrarias da cidade, e a população merece isso”, afirma Angela Maria Lopes, proprietária da livraria Ca D’ori, que, ao lado da Arco-Íris, Camões, Palavras e Ideias, Phandhalelê e Dom Pedro II, com a apoio da Prefeitura de Juiz de Fora e do Sesc, realizam, até esta quinta-feira, a primeira edição da Feira Literária. Antes de a temporada 2015 chegar ao final, os organizadores já planejam próximas edições.
“Entramos no projeto com essa perspectiva de ver o que deu certo e errado para consertar nas edições futuras. Temos a previsão de fazer um grande evento”, afirma. Já é possível apontar o que faltou em 2015? “Acho que ainda não ficou 100% claro para a população o que é a feira literária, que ela surgiu para ser um momento de contato com os livros, aberta à comunidade, com cursos de formação e também prazerosos. Percebemos que faltou mais divulgação, tivemos pouco tempo para isso”, lamenta a organizadora. De acordo com ela, com recursos, a feira, certamente, atingiria um público maior. “Infelizmente, não temos um patrocínio financeiro. Por isso, não podíamos alugar o Central, por exemplo. A Bia Bedran encheria lá facilmente, principalmente, nesse formato gratuito. O encontro com ela foi um sucesso.”
Apesar de o investimento em atrações renomadas estar nos planos, o autor local predominou na lista de convidados de 2015, e essa é a tendência para o próximo ano. “Temos excelentes escritores, muitos deles contemplados pela Lei Murilo Mendes, muitos oficineiros criativos e habilidosos. Queremos prestigiar nossos nomes”, sentencia Angela, justificando a posição defendida pela organização.









