De camarim para camarim
Ao guardar roupas, acessórios e objetos, os artistas eternizam a história teatral da cidade. Entre cabides e caixas, soam antigas frases – todas ditas, um dia, sobre o palco. Impulsionada pelos grupos locais, a Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac/JF) promove, desde ontem (sábado), o primeiro Bazar Teatral durante a 11ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. Diversos produtores expõem seus materiais no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), das 10h às 19h. Além de renovar os acervos, eles têm mais uma possibilidade de encontro, comenta o presidente da Apac, Cristiano Fernandes.
Enquanto organizava o bazar na última sexta, Cristiano encontrou diversas relíquias. São peças que, imediatamente, trazem do passado as produções das quais fizeram parte. Imagino que a exposição irá provocar a lembrança de momentos e histórias, diz. De acordo com ele, as companhias que não disponibilizaram materiais estão na expectativa de adquiri-las ou trocá-las.
Mas a proposta não pretende atingir apenas os artistas. A algumas semanas do carnaval, o público encontra no CCBM opções de fantasias criativas. Objetos de decoração, brinquedos, sapatos, bolsas, xales e chapéus também podem ser garimpados no bazar, que ocupa o ateliê de pintura da instituição até o fim da tarde de hoje. A Tribuna foi ao local descobrir exemplos interessantes. Confira.









