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Caçadora de maravilhas

Vó Filó caçando maravilhas no Parque da Lajinha com crianças do Colégio Santos Anjos Ela não sabe fazer crochê, nem tricô. Também é péssima na cozinha, mas o que é que tem isso a ver? Ela é uma caçadora de maravilhas. Escolhe um dos chapéus de sua coleção, agarra na sombrinha preta de bolinhas brancas, […]

Por MARISA LOURES

27/08/2015 às 07h00- Atualizada 27/08/2015 às 10h39

Vó Filó caçando maravilhas no Parque da Lajinha com crianças do Colégio Santos Anjos

Vó Filó caçando maravilhas no Parque da Lajinha com crianças do Colégio Santos Anjos

Ela não sabe fazer crochê, nem tricô. Também é péssima na cozinha, mas o que é que tem isso a ver? Ela é uma caçadora de maravilhas. Escolhe um dos chapéus de sua coleção, agarra na sombrinha preta de bolinhas brancas, calça tênis, veste meião colorido e vai para mais uma aventura. Embora na vida real ainda não tenha netos, espevitada como ela só, já se intitula Vó Filó. Quem quiser conhecê-la, pode ler “Vó Filó” (Gryphon Edições, 25 páginas), que será autografado nesta quinta-feira, às 18h30, na Biblioteca Murilo Mendes, com direito à contação de histórias. Se tiver um pouquinho de sorte, também é possível encontrá-la por aí, de carne e osso, rodeada de crianças, adotando árvores, como aconteceu no último dia 18, quando a Tribuna fotografou um passeio com os alunos do Colégio Santos Anjos ao Parque da Lajinha.

“A Vó Filó é uma delícia, brincalhona, alegre e vive roxa porque bate nas coisas”, conta Magda Trece, a intérprete da simpática senhorinha. Foi só pular para as páginas de um livro em forma de desenhos para ficar recheada de compromissos e acumular amigos no Facebook. Filomena esteve entre as convidadas da segunda edição da Festa Literária de Rio Novo e tem percorrido praças e escolas da cidade. Não é que já existe até chaveiro, fronha, caneca e chinelo com a foto da atrapalhada? E o que dizer de um samba composto pelo músico Guiley Cardoso, contrabaixista da banda Eminência Parda? “Virou uma marca, e não estamos tendo tempo para isso. Por isso, estamos jogando os produtos aos poucos na internet.”

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A autora comenta que, em menos de um mês, de uma tiragem de mil exemplares, vendeu mais de 300. “As escolas estão vendo a movimentação na internet e pedindo a minha visita, o que nunca aconteceu. Acredito muito que o livro vá ter segunda edição.” Nascida em Mar de Espanha, onde bate ponto dia 4 de setembro, Magda Trece é radicada em Juiz de Fora há aproximadamente 30 anos e aqui, além de escrever e contar histórias, atua como auxiliar de biblioteca. “Uma biblioteca funciona quando você consegue achar a veia da criança. Não adianta tentar passar literatura de terror para quem adora aventura. Temos que começar com o que ela gosta, descobrir o perfil dela, ir por esse caminho e inserir outros.” Pela Lei Murilo Mendes, assina “O livro amarelo” (2008) e “O jogo das profissões” (2011). A entrevista com Vó Filó pode ser conferida neste sábado, às 10h30, com reprise na segunda, às 14h30, no programa “Sala de leitura”, da Rádio CBN Juiz de Fora (AM 1010). O próximo passo? Pode ser que surja a coleção “As sete maravilhas da Vó Filó”.

VÓ FILÓ

Noite de autógrafo, 27 de agosto, às 18h30

Biblioteca Municipal Murilo Mendes

(Praça Antônio Carlos)



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