Devagar, devagar mesmo!
Santana dos Montes (MG) – Caminho de pedra, cercado de mata, ar puro, cachoeiras. Bem-vindo a Santana dos Montes, a 160km de Juiz de Fora (acesso pela BR-040 até Cristiano Otoni e MG-405 até Santana). Rodeado por fazendas centenárias, o pequeno município da Zona da Mata cresceu e se desenvolveu em meados do século XVIII, na época do ciclo do ouro. Rico em água e com solo fértil, produzia alimentos, como milho e cana-de-açúcar, para abastecer os polos de mineração, como Ouro Preto. Hoje é o turismo que atrai visitantes para a cidadezinha de cerca de quatro mil habitantes, que ainda preserva seu centro histórico, com a matriz de 1860 e alguns casarões coloniais, além dos muitos hotéis fazendas da região.
Um deles é a Fazenda da Chácara, reformada e aberta recentemente. De 1741, o casarão hoje conta com moderna sala de TV e adega construída no porão, um dos espaços aconchegantes da casa. Lago para pescaria, cavalos e trilhas pela mata estão entre as opções de lazer.
O engenheiro e proprietário da Chácara, Aloísio Rodrigues Pereira, também se orgulha de mostrar aos hóspedes seus empreendimentos na Fazenda Guarará, a 6km dali. Um deles é a cervejaria Loba, montada há dois anos em plena zona rural, ao lado de um curral em atividade e um antigo engenho, que se transformou em área de lazer e estoque da cachaça Itaveravense, armazenada em grandes tonéis e barris de carvalho. Para manter a tradição, foram preservados a grande roda d’água e um moinho original, que produz fubá para consumo próprio. Um pouco mais acima, são as parreiras das uvas niagara rosa e shiraz que chamam atenção. Da última, é feito o Vinho dos Montes, que está na terceira safra.
Paisagem bucólica
De volta ao século XVIII, outra fazenda que recebe visitantes é a Fonte Limpa. A estrutura de 1742, tombada como patrimônio histórico, preserva contornos originais e dispõe de restaurante, bar e boate na parte de baixo da casa-sede, onde funcionava a senzala. O jardim, com chafariz no centro, é diversão garantida para crianças e adultos no fim de tarde. Antigos celeiro e pouso de tropas se transformaram em quartos para hóspedes. O engenho também foi preservado, assim como um antigo tear, que se destaca entre tantas outras peças exibidas nos dois "museus", um da família Vasconcelos Nogueira, proprietária da fazenda, e outro de equipamentos rurais, como diversas balanças e pilões. A cavalgada noturna é um dos principais passeios oferecidos pela fazenda nas noites de lua cheia.









