Show de Bruna Louise em Juiz de Fora mistura humor e reflexão; apresentação acontece nesta sexta

Especial de stand-up acontece nesta sexta-feira, no Cine Theatro Central, e aborda diferentes facetas da comediante


Por Beatriz Bath*

27/03/2026 às 15h02

bruna louise juiz de fora
Bruna Louise em Juiz de Fora com espetáculo ‘Meus 15 anos’ no Cine Theatro-Central (Foto: Divulgação)

A humorista Bruna Louise vem à Juiz de Fora nesta sexta-feira (27), com seu espetáculo “Meus 15 anos!”, que aborda os anos de sua carreira ao mesmo tempo que celebra um momento novo em sua carreira. O espetáculo acontece no Cine-Theatro Central, às 21h, e promete envolver o público misturando risada e reflexão.

“Estou seguindo cada vez mais meus pensamentos intrusivos”, brinca Bruna, já dando uma prévia de seu humor. Ela explica que seu novo show, com ingressos ainda disponíveis, também traz muitos momentos de sua infância e, especialmente, seus anos como adolescente. “Acho que minha adolescência é parecida com a de muitas meninas”, reflete.

Entre o riso e o erro

Apesar de ser um espetáculo que traz uma Bruna mais madura e consolidada como artista, ela faz o movimento de retornar ao começo, propondo uma reflexão: “O que eu falaria para a minha eu adolescente, se eu a encontrasse?”

Bruna Louise também compartilha que, ao usar sua própria vida de material para o stand-up, é necessário fazer as pazes com todo tipo de sentimento, como raiva e vergonha para criar piadas. “Ao mesmo tempo que é bom (trabalhar com a própria vida), também é ruim, porque a comédia é feita de fracassos. Então, às vezes, me pego até torcendo para fracassar, porque vou sair com uma boa história.”

‘O que precisa mudar? Meu amor, tudo!’

Consolidada como uma das principais humoristas do país, Bruna explica que, mesmo com o aumento da presença feminina na comédia, elas ainda são tratadas como exceção. “E o que precisa mudar? Meu amor, tudo! Vivemos em um mundo extremamente machista. Fevereiro e março foram meses extremamente pesados para ser mulher, principalmente no Brasil”, diz. Então, ela explica que, enquanto as mulheres forem vistas como um subgênero, ainda serão consideradas uma exceção.

E ela completa: “Fazer comédia assusta muito os homens misóginos, porque o microfone que dá voz para a gente. Eu ainda sofro muitos ataques e sinto que eles vêm de um lugar de medo. Um medo masculino de ser exposto, que a gente consiga finalmente unir e dar força para essas mulheres”.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy