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‘Eu sou da Lira não posso negar’


Por Tribuna

27/02/2014 às 06h00

Zé da Lira quer saber de máscaras, fantasias e marchinhas – ingredientes indispensáveis dos antigos carnavais. A Folia de Momo, que terá direito também a frevo e samba, acontece hoje, a partir das 22h, no Bom Te Ver. Os responsáveis pelo som são alguns integrantes do Bloco Parangolé Valvulado – Angelo Goulart (percussão), Danniel Goulart (guitarra e vocal), Edson Leão (vocal) e Wesley Carvalho (guitarra e vocal) -, além do percussionista do FBI e Eminência Parda, Luiz Lima (percussão e vocal). No repertório, canções de Morais Moreira, Caetano Veloso, Zé Ramalho, Geraldo Pereira, Noel Rosa, Chico Buarque, com espaço para uma versão em marchinha de Sonífera ilha, dos Titãs. A figura festeira foi criada a partir de uma paráfrase de Eu sou da Lira não posso negar, famoso verso de Chiquinha Gonzaga. Numa homenagem bem-humorada à matriarca das canções carnavalescas, surgiu o primeiro nome: Nóis é da Lira. Daí para o surgimento do personagem-folião Zé da Lira, foi só uma questão da contribuição milionária de todos os erros (como diria Oswald de Andrade). Quando o percussionista/baterista Angelo Goulart chamou o grupo casualmente de Zé da Lira, nascia assim o personagem folião que dá nome ao grupo, comenta Edson Leão.

ZÉ DA LIRA. Hoje, às 22h, no Bom Te Ver (Rua Herminda Cerqueiro Vasconcellos

19 – Aeroporto)