Banda Obey!, de Juiz de Fora, é finalista de reality show no canal Sony

Se ganhar, a banda assina contrato de um ano com a Sony Music, com direito a gravação de um álbum
Cinco rapazes oriundos de outras bandas de Juiz de Fora se juntaram, em 2011, para montar um novo grupo. Pouco mais de três anos depois, com um EP gravado e outro no forno, eis que surge a chance de romper os limites da cidade, atingir um público imenso e, quem sabe, assinar com uma grande gravadora. Esta é a trajetória da Obey!, que a partir de 19 de outubro vai aparecer na telinha do canal por assinatura Sony no reality show “Breakout Brasil”, promovido pela gigante de entretenimento e que junta outros 11 artistas até dezembro, quando será anunciado o vencedor. O prêmio para a banda que “levar o caneco” será o contrato de um ano com a Sony Music, com direito a gravação de um álbum.
Lipe (bateria), Igor (vocal), Gê (baixo e voz), Marcel e Douglas (guitarras) participaram da primeira eliminatória com a música “Oração” e o videoclipe de “Nada que eu faça”, torcendo para ficar entre os 50 escolhidos, sendo 25 pelo público e 25 pelos jurados (Supla; Lucas, da banda Fresno; e Bianca Jhordão, do Leela), num total de sete mil inscritos. Depois foi a vez de torcer para ficar entre os finalistas que participariam do programa, notícia que receberam no início deste mês. “Um amigo viu o comercial e nos avisou, fizemos a inscrição quase no último dia”, conta Lipe. “Várias bandas conhecidas no underground não conseguiram ser selecionadas”, acrescenta Igor.
Confirmados entre os finalistas, o próximo passo foi ir para São Paulo gravar as chamadas e fazer as fotos de divulgação do programa, que terá o produtor Dudu Marote como conselheiro das bandas, vindas do Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Além do Obey!, Minas Gerais terá representantes de Ouro Preto (Sambaben) e Belo Horizonte (The Ladies e Welkome). Para quem imagina que o rock seja o único estilo presente, os perfis das bandas no site do programa e em suas páginas no Facebook mostram que o samba, a MPB, o reggae, a psicodelia, o folk e outras levadas podem fazer a diferença na hora de se escolher o vencedor.
Uma das exigências para concorrer no “Breakout Brasil” era ter trabalho autoral, pois o objetivo do programa é descobrir bandas novas, diferentes, que já tivessem material próprio. No caso deles, o post hardcore com influências de grupos como A Day to Remember resultou no EP “Apenas obedeça”, de 2011. O lançamento de “Tudo no seu lugar” estava previsto para o próximo mês até a reviravolta na vida dos cinco. O vocalista, por exemplo, teve que deixar o emprego no departamento pessoal de uma construtora para se dedicar integralmente ao reality show. Marcel, recém-formado em engenharia de produção, sequer pôde ir a sua formatura, enquanto Douglas e Gê estão acumulando faltas na faculdade. “Os pais de todo mundo estão dando apoio, até o meu antigo patrão. A gente batalha bastante para ter nosso espaço, e eles reconhecem isso”, acredita Igor.
Espaço para as bandas
Para Marcel, a experiência é boa não apenas para os participantes, mas também para o público. “É uma chance de as pessoas conhecerem o som das bandas, vamos poder mostrar nosso trabalho mesmo não ganhando”, diz ele. “É uma vitrine que agrega público, são oito programas até dezembro, isso ajuda até a conseguir shows no futuro”, acrescenta Lipe. Todos eles destacam o apoio que a produção do programa vem dando para os artistas. “É um outro mundo. A gente fazia tudo na raça, sozinho, fosse produzir o disco, sessão de fotos. Eles têm uma assessoria para nos auxiliar, divulgam o programa na internet, tem chamada na emissora”, ressalta Lipe.
“A divulgação, que deixou de ser regional e passou a ser nacional, é uma das principais diferenças”, afirma Igor. Eles usam como parâmetro o videoclipe de “Nada que eu faça”, que pulou rapidamente de quatro mil visualizações em pouco mais de dois anos para sete mil em um mês apenas. O número de pessoas que “curtem” a página da banda no Facebook também aumentou, com internautas de todo o país curiosos em conhecer o trabalho do Obey!. “Vamos ver como vai ser depois que começar o programa”, aguarda Marcel.
Antes de o reality show estrear, o grupo tem uma apresentação agendada para o estúdio Maquinaria em 11 de outubro, evento que será especial para eles. “Somos agradecidos às pessoas de Juiz de Fora que votaram em nós, que ajudaram na divulgação. É um passo importante que demos ao lado delas”, diz Igor. “É bom ver que as bandas e artistas da cidade estão conseguindo visibilidade, como Strike, Martiataka, Alessandra Crispin, Onze:20”, emenda Lipe.
No caso do Obey!, é chegada a hora de ultrapassar – com folgas – os 15 minutos de fama.









