Minas Inédita valoriza turismo de experiência em distritos e povoados mineiros
Programa da Secult reúne jornalistas e influenciadores em roteiros por Minas Gerais, com passagem da Tribuna pelo Caparaó Mineiro

Uma cerimônia realizada no Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, em Belo Horizonte, na noite desta última quinta-feira (25), marcou o início do Minas Inédita, iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult) de Minas Gerais. Com o propósito de fomentar a cultura e o turismo em distritos e povoados mineiros, o programa reúne, para esta edição, mais de 40 jornalistas e influenciadores para explorar diversos roteiros no estado.
Convidada pela organização, a equipe de reportagem da Tribuna de Minas participará, durante quatro dias, do roteiro Caparaó Mineiro. A jornada passa pelas cidades de Alto Caparaó, Alto Jequitibá e Espera Feliz. Dentre as atividades previstas na viagem estão visitas a cachoeiras, parques, sítios, pousadas, centros culturais, restaurantes de culinária mineira e produtores de café.
Na abertura da solenidade, o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira, apresentou uma aula magna sobre o programa Minas Inédita em que abordou e ligou, como uma costura oral, os conceitos de mineiridade, cultura, patrimônio imaterial, turismo, memória e pertencimento. Ao citar o escritor João Guimarães Rosa, com seu texto “Aí está Minas: a mineiridade”, Leônidas reafirma que não há um único modo de mineiridade, pois esta está em várias faces e formas.
“Nós queremos mostrar nesta press trip algo que ainda subjaz na mineiridade, no nosso modo de ser, ou talvez esteja presente neste lugar a forma, ou as formas de existência ainda mais bem preservadas. Por isso mesmo, antenado a todas essas correntes nacionais e internacionais que apontam para a experiência do território, do turismo comunitário, para o pequeno. Para a pequena escala, mas de valor agregado, porque está genuinamente conectado à terra, aos modos de viver e de ser.”
Itamar Franco, homem de Minas

A programação prosseguiu para a inauguração do busto do ex-presidente Itamar Franco — também ex-governador de Minas Gerais e ex-prefeito de Juiz de Fora na década de 1960 — no complexo cultural que leva seu nome. Entre os convidados da solenidade, estavam presentes, além de Leônidas, Wilson Brumer, presidente do Instituto Cultural Filarmônica; Antonio Anastasia, ministro do Tribunal de Contas da União do Brasil; e Ruth Hargreaves, ex-assessora do político.
Em sua fala, o secretário Leônidas rememorou Itamar como um dos grandes homens que contribuíram para a cultura de Minas Gerais. Diante de sua atuação, considerou simbólico um complexo que abriga instituições culturais importantes levando seu nome. “Fazendo justiça e reparação”, manifestou.
O ex-governador do estado mineiro, Anastasia, atual ministro do TCU, recordou momentos ao lado de Itamar Franco. Juntos, na mesma chapa, disputaram a eleição estadual em 2010, na qual ambos saíram vitoriosos e reeleitos: um para o governo e o outro para o senado. Ao falar sobre Minas, o ministro bradou: “Nós respiramos cultura e atraímos turismo”.
A seguir, também foi feita a instalação da placa inaugural da Sala Minas Gerais. A obra foi produzida pelo artista Evandro Carneiro e passa a integrar o conjunto cultural que comporta, além da sala de concertos, a Rede Minas, a Rádio Inconfidência e a Mineiraria.
Orquestra tem contrato renovado até 2030
Ainda durante a cerimônia, o Governo de Minas renovou o contrato de gestão da Filarmônica de Minas Gerais com o Instituto Cultural Filarmônica, organização social responsável pela gestão da orquestra, garantindo a continuidade das atividades até 2030.
Para encerrar a programação, a Sala Minas Gerais recebeu o concerto do 14º Tinta Fresca, festival da Filarmônica de Minas Gerais que fomenta novos talentos da criação musical sinfônica, em que foram apresentadas as obras dos quatro compositores finalistas. Com o tema “Biomas do Brasil”, o espetáculo trouxe as composições “Cenas da Caatinga”, de Jônatas Reis; “Pau-Brasil: O Tesouro da Mata Atlântica”, de Fernando Britto; “Momentos do Caraça”, de Rodrigo Aredes, e “Suíte Refloresta”, de Jonas Hocherman.
A Filarmônica de Minas Gerais foi criada em 2008 como resultado de uma política pública do Estado e tornou-se referência nacional e internacional pela excelência artística de sua programação. A orquestra é composta por 90 músicos de diversas nacionalidades e conduzida por Fabio Mechetti, diretor artístico e regente titular.
*A repórter viajou a convite da Secult
Tópicos: Caparaó Mineiro









