‘Foi por amor’: Felipe Juan aposta no pagode romântico em novo single
Clipe foi gravado no Teatro Carlos Paschoal Magno e representa um novo momento da carreira do cantor

O cantor Felipe Juan lançou, neste mês de maio, o single “Foi por amor”, com clipe gravado no Teatro Paschoal Carlos Magno. A produção, assinada por Rudi Schroder, explora uma estética intimista e marca um novo momento na carreira do artista.
Desde os 18 anos, Felipe possui carreira musical, passando por ritmos como funk, funk pop, funk melody, funk carioca e sonoridades mais melódicas. Agora, aos 26, o cantor busca se reinventar, explorando o gênero do pagode.
“Nesses últimos anos, eu fui me experimentando muito, artisticamente. ‘Foi por amor’ foi importante porque me permitiu mostrar um outro lado meu musicalmente, mais voltado para interpretação, afinação, e o meu amadurecimento artístico”, explica.
O processo de escrita da faixa, para Felipe, foi legítimo: a vontade de lançar um pagode romântico e também de experimentar outros ritmos já existia. “Eu estava numa fase de escutar muito pagode, principalmente os mais antigos, como Soweto e Os Travessos, que têm essa pegada mais melódica, e isso acabou me influenciando bastante na construção da música.”
A aposta para essa nova fase veio com a gravação no Teatro Carlos Paschoal Magno, um dos cartões postais de Juiz de Fora. Com cenário intimista, apenas Felipe no palco, a música “Foi por amor” ganha destaque para o espectador.
“Busquei uma estética mais sensível, mais coesa, que conversasse com a proposta da música. Eu senti que o espaço combinava muito com a ideia que eu tinha em mente. E, no fim, deu super certo porque trouxe exatamente essa atmosfera que eu queria transmitir”, relata.
Assista ao clipe de ‘Foi por amor’
‘Viver muitas emoções, testar caminhos e entender quem você é’
Felipe divide sua carreira em diferentes momentos: começou quando criança, ao cantar na igreja, e aos 18 anos lançou sua primeira faixa, “Mexendo o bumbum”.”Era um funk melody e, naquele momento, eu queria lançar algo mais tranquilo, porque meu principal objetivo não era estourar imediatamente. Eu queria entender o mercado musical e me entender”, explica.
“‘Foi por amor’ marca um momento mais maduro da minha carreira. Hoje eu me sinto mais seguro artisticamente, mais consciente do que eu quero cantar, do tipo de artista que eu quero ser e da mensagem que eu quero transmitir. Antes eu estava em uma fase muito forte de autodescobrimento, tanto como pessoa quanto como artista”, define.
E o cantor finaliza, sem desvalorizar nenhum pedaço de sua jornada musical: “Acho que isso faz parte da juventude também: viver muitas emoções, testar caminhos e entender quem você é”.
O que vem por aí
Além de “Foi por amor”, esse novo momento de Felipe Juan conta com outras músicas programadas para serem lançadas ainda em 2026. Desde um funk mais raiz, com referências dos anos 2000, até um “pagodão”, misturando elementos do pagode e do brega, o céu é o limite.
Segundo Felipe, algumas músicas também precisaram de tempo para serem lançadas, como um reggaeton composto em 2020, totalmente em espanhol. “Para esse projeto, contei com a ajuda de uma professora de espanhol, da época do ensino médio, que me auxiliou na pronúncia, na escrita e nos ajustes da letra”, relembra.
“Essa música foi escrita em 2020 e ficou guardada durante todos esses anos porque eu queria esperar o momento certo para lançá-la, me sentindo mais maduro artisticamente, sem colocar algo no mundo de forma apressada ou sem propósito. O resultado ficou incrível: um reggaeton muito incrível, bem sensual e gostoso para dançar.”
Já sobre o pagode romântico que embala “Foi por amor”, ele afirma ter vontade de explorar ainda mais o gênero, realizando novas composições. “Não me vejo como um artista limitado a um único gênero. Não é porque comecei no funk que vou cantar só funk pra sempre. Estou numa fase de experimentar, de me permitir.”
O artista pretende apresentar as músicas ao público nos próximos meses, com o objetivo de fazer algo com o que se sinta bem e, além disso, mostrar ao público que ele pode ir além.
*Estagiária sob a supervisão da editora Gracielle Nocelli









