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Péssima influência, ‘só que não’

"Ele perde o amigo, o dinheiro e até o emprego, mas não perde a piada." A frase define muito bem o que foram os últimos dois anos na vida de Rafinha Bastos. O comediante, ator, jornalista, funileiro e campeão mundial de pogobol – como o próprio se autointitula – se apresenta neste domingo (24), pela […]

Por BÁRBARA RIOLINO

25/08/2013 às 07h00

"Ele perde o amigo, o dinheiro e até o emprego, mas não perde a piada." A frase define muito bem o que foram os últimos dois anos na vida de Rafinha Bastos. O comediante, ator, jornalista, funileiro e campeão mundial de pogobol – como o próprio se autointitula – se apresenta neste domingo (24), pela terceira vez, no Cine-Theatro Central. O novo show de stand-up comedy, "Péssima influência", é baseado nas reviravoltas que todos nós estamos sujeitos a passar. Porém, notícias recentes mostram que Rafinha pode não ser tão mau exemplo assim. No começo do mês, os fãs do comediante tiveram o que comemorar. Ele está de volta à Band, que o consagrou e o descartou, e a reestreia oficial está marcada para esta terça-feira, quando passa a integrar o elenco do programa "A liga", com Cazé, Thaide, China, Mariana Weickert e Rita Batista. Duas participações especiais – uma sobre saúde mental e outra em torno do universo dos nerds – já foram gravadas por ele. Entretanto, os planos da emissora para Rafinha ainda não chegaram à bancada do "CQC". Segundo a Agência Estado, ele está cotado para apresentar um novo programa: "Mulheres no funk", ainda sem data definida.

É inevitável não questioná-lo sobre sua expectativa para o retorno e metas a cumprir na Band, mas Rafinha prefere não comentar sobre o assunto, sob a justificativa de não atrapalhar as negociações junto à emissora. "Eu teria uma semana para falar sobre isso, mas não vou falar, porque vou me arrepender amargamente." Em 2011, a demissão de Rafinha teria sido motivada pela repercussão negativa de uma piada, dita na bancada do "CQC", que envolveu a cantora Wanessa Camargo, grávida na época. A brincadeira pegou tão mal que rendeu processo judicial, outras piadas, protestos, a fama de mau e uma lacuna entre ele e os antigos companheiros do programa."Eu quero me reaproximar do Marcelo (Tas) em algum momento e dizer: ‘cara, a gente construiu muita coisa legal, eu já vi muita coisa que você falou, não me ofendeu, não me agrediu, mas acho que a gente tem que parar de falar disso’", disse à Agência Estado.

Após uma enxurrada de críticas negativas, é comum ter receio na hora de se expressar a respeito de um determinado assunto, mas, para Rafinha, isso parece não fazer sentido algum. "O comediante que fica preocupado com a repercussão de uma piada perde completamente a graça. Eu não posso controlar o que a pessoa acha engraçado e o que a pessoa acha arrogante. O que eu posso controlar é a minha vontade de fazer rir", comentou à Tribuna.

Em "A arte do insulto", espetáculo anterior que ganhou a gravação de um DVD no Comedians – bar de comédia aberto em sociedade com Danilo Gentili ("Agora é tarde", Band) e seu empresário Ítalo Gusso – , lançado em 2011, rendeu Disco de Ouro pela venda de 25 mil cópias, Rafinha já abordava assuntos polêmicos. Em "Péssima influência", ele adianta que segue a mesma linha, porém, mais ácido ainda. "Sinto que evoluí muito desde meu último show, que o meu texto está mais afiado. Abordo todo tipo de assunto, nada escapa. Tudo serve de combustível para uma apresentação de stand-up comedy. O formato é uma grande lente de aumento sobre os acontecimentos comuns, e, por isso, a plateia se identifica tanto."

Mesmo parecendo fácil, o formato stand-up requer paciência e tato. Rafinha explica que leva meses para redigir um trecho de cinco minutos de seu show, que dura em média uma hora. "Tudo que é apresentado no palco é milimetricamente arquitetado. Algumas situações pontuais acabam fazendo parte do espetáculo, como uma risada exagerada da plateia ou alguma situação que aconteceu no aeroporto indo para determinada cidade." Sobre a oferta de humoristas brasileiros, ele ressalta que existem hoje bons nomes fazendo comédia, principalmente na internet. "A internet é o melhor palco, pois é livre e gratuito. No teatro a coisa é mais complicada", pontua.

Rafinha também esteve envolvido em trabalhos na internet, como o quadro de entrevistas "8 minutos", além de ter produzido, escrito e atuado em outros vídeos. Devido e esta empatia com a rede, o humorista está entre os 30 comediantes mais assistidos do mundo no YouTube. Os vídeos, com trechos de apresentações, ultrapassaram 70 milhões de visualizações. Ele também foi o responsável pela adaptação nacional de "Saturday night live", exibido pela RedeTV!, porém, já extinto. No canal FX, a série "A vida de Rafinha Bastos" liderou a audiência entre os canais pagos no horário em que foi ao ar. A série continua sendo exibia aos sábados, às 23h.

 

PÉSSIMA INFLUÊNCIA

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Domingo, às 19h

 

Cine-Theatro Central

(3215-1400)

 

 

 

 

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