Encontros virtuais para se divertir e matar a saudade
Juiz-foranos buscam alternativas para se distrair e ter companhia durante o isolamento, seja com happy hour ou assistindo TV em grupo
O isolamento social pode ser um bom momento de reflexão, reinvenção, reencontros, busca por novas soluções e valorização de pequenos detalhes. De repente, os amigos que moram em outro país não estão mais tão distantes do que aqueles que moram aqui do lado. Assim, muitos juiz-foranos têm buscado novas formas de se distrair e ter companhia, cada um na sua casa.
O mais interessante da relação entre isolamento social e internet é a possibilidade de reencontrar velhos amigos e fazer aquele programa que está sendo agendado há muito tempo, mas que não sai do papel. Sabe aquela vontade de encontrar com alguém, mas as tarefas do dia a dia não permitem? De repente, com tanta gente em casa, fica até mais fácil conseguir um tempinho para falar com quem quase nunca vemos.
“Tenho um grupo de 11 amigas, sendo que algumas moram em Juiz de Fora, outras em Madri, Portugal, São Paulo e Rio de Janeiro. Em uma tarde, entramos em um aplicativo e ficamos quase uma hora e meia conversando e batendo papo. Apesar de estar cada uma em um lugar, é como se nos encontrássemos ao vivo, e isso é muito legal. No dia a dia, acaba que não conseguimos fazer isso”, conta a empresária Carolina Neves, de 29 anos, que já está há cerca de um mês em isolamento com a família.
Para ela, o encontro virtual, com carinha de happy hour, foi uma experiência nova e divertida. “Compartilhamos muito o que cada uma estava passando, e isso foi legal. No Brasil, estávamos começando o isolamento, e na Europa já estavam há mais tempo, e todas se juntaram para conversar, trocar experiência, uma dar apoio à outra e rir um pouco, se distraindo e relembrando a essência do que é uma amizade. De tudo temos que tirar um lado bom e valorizar o tempo que agora temos, senão não aguentamos”, ressalta Carolina, com otimismo. Ela acredita que uma das grandes mudanças provocadas pelo vírus será no comportamento das pessoas, na forma como consumimos diversos serviços e produtos e também na aproximação através da internet.
Diversão e reflexão

“Parece que o vírus veio para aprendermos a fortalecer os laços com a família. Produzimos tanto e fazemos tanta coisa no dia a dia, e mal ficamos em casa. Estamos aprendendo a valorizar as poucas coisas que temos, seja sair de casa, abraçar um amigo… Está sendo desafiador, mas é construtivo”, reflete a universitária Thainá Cavalcante, de 23 anos.
Morando com os pais e o namorado, a estudante já está em isolamento há cerca de um mês. Para conseguir rever os amigos, ela combina diferentes programações, como jogos on-line e cultos espíritas virtuais, além de assistir a momentos decisivos de reality show, como “Big Brother Brasil”, enquanto comenta por videochamada.
“Ver sozinha não tem tanta graça. Quando não estávamos em isolamento, ainda tinha como encontrar para comentar. Hoje, só de saber que está todo mundo torcendo pela mesma pessoa e sentir a presença das amigas, é bem legal”, observa. Ver séries e filmes com companhia virtual também é uma boa alternativa para fazer o tempo passar rápido e manter as costumeiras maratonas em grupo.”É importante essa interação para nos distrairmos um pouco, tentando levar a vida de uma forma melhor. Essa dinâmica têm ajudado a suprir a falta que essas pessoas fazem”, finaliza Thainá.
Serviços conhecidos de videochamada
Observe a limitação de pessoas por chamada em cada aplicativo e verifique sua confiabilidade antes de utilizar
- Facebook Messenger
- FaceTime
- Discord
- Google Duo
- Google Meet
- Hangoutt
- IMO
- Skype
- Tango
- Viber









