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Tradição mineira à moda italiana


Por JÚLIA PESSÔA

21/09/2014 às 06h00- Atualizada 23/09/2014 às 10h25

Dizem que raramente a sabedoria popular erra, e ela afirma que o mineiro come quieto, não faz alarde sobre sua vida, suas andanças e seus afazeres. A receita deste domingo, que transborda mineiridade, é realmente para se “comer quieto”, mas porque o deleite depois de uma garfada só aumenta o anseio pela próxima, impedindo que qualquer palavra seja pronunciada. Ousado, o criador da iguaria Armando Shubo reinventou uma das tabelinhas mais emblemáticas da culinária de Minas Gerais: o frango com quiabo. Nesta versão, prato concorrente do Poleiro do Galo no JF Sabor, a dupla aparece em forma de risoto, sofisticando a comida caseira, mas sem perder a simplicidade.

“Tanto o frango com quiabo quanto o risoto são pratos sem mistério. Mineiro não gosta de coisas muito rebuscadas, mas um bom tempero é imprescindível”, observa Armando, que tem 27 anos em cozinhas de restaurantes. Ele diz ser imprescindível um bom caldo de frango, para que o risoto fique perfeito. “Não adianta usar tablete de caldo pronto”, destaca ele, ressaltando que quem preferir pode fazer uma versão mais prática do caldo do que a ensinada neste domingo. Além disso, o frango pode ser substituído por outros ingredientes, de acordo com o risoto a ser feito. “Para esta receita, ele pode ser feito usando apenas aipo, cebola, cenoura, alho, louro, frango e sal grosso. Quando o risoto é de camarão, usa-se as cabeças e cascas do camarão no lugar do frango.”

Armando alerta para a quantidade de sal usada, uma vez que risoto já leva parmezão. “O sal e a pimenta são corrigidos no final”, diz ele, acrescentando que a manteiga para a finalização deve ser sem sal. Um vinho chardonnay é boa pedida para acompanhar o prato.

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