Diário de bordo
Engana-se quem pensa que Tiradentes é só uma cidade histórica com igrejas, museus e maria fumaça. A visita pode surpreender. Comece escolhendo um lugar acolhedor para se hospedar. Ficamos na Hospedaria da Vila, uma pousada muito bem preparada para recepcionar seus hóspedes, com uma incrível vista para a Serra São José e com um singular café da manhã e da tarde com quitutes bem mineiros. Além disso, a decoração conta com peças antigas e uma capela, o que torna a pousada bem receptiva.
Escolha lugares menos turísticos. Fomos ao alambique mais antigo do Brasil, o Alambique Século XVIII, em Coronel Xavier Chaves. É possível conhecer todo o processo de fabricação, desde a moagem da cana-de-açúcar (movida por uma roda d’água) até o armazenamento em tonéis que somam 500 litros. Ao final, há degustação de cachaças que variam de R$ 40 a R$ 200, de licor de baru (uma castanha do Cerrado) e de uma linguicinha artesanal frita no fogão a lenha.
À noite, reserve uma mesa no Restaurante Angatu e se renda a uma culinária autêntica. O jovem Chef juizforano Rodolfo Mayer se doa em cada detalhe, desde o design da decoração até a combinação harmoniosa e perfeita dos pratos.
A Rua Direita é charmosa pelos seus conjuntos arquitetônicos com lojas, restaurantes, ateliês, becos, passinhos (oratórios que só ficam abertos durante a Semana Santa) e iluminação de lampião. Dentre as lojinhas, há uma deliciosa, Geleias do Kintanda, com geleias muito peculiares, como a de hibisco, morango com pimenta e de cachaça.









