Gêneros com base no Brasil
O que marca um alto grau de musicalidade numa trajetória musical? O Quinteto Villa-Lobos, criado em 1962 no Rio, esmera-se na divulgação da canção de câmara brasileira, ao mesmo tempo em que amplia seu repertório por vários gêneros, para responder à questão. Pela primeira vez no Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, Antônio Carrasqueira (flauta), Luís Carlos Justi (oboé), Paulo Sérgio Santos (clarineta), Philip Doyle (trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote) vêm à cidade comprovar o que, há quase 50 anos, defendem em suas apresentações no Brasil e no mundo.
Na verdade, polir só faz mal à música. Nos preocupamos com o que é bom ou ruim, se tocamos ou não tocamos, e pronto. Tanto erudito quanto popular, o que importa são os arranjos e se eles servem para um grupo de sopro, destaca Aloysio Fagerlande, anunciando o repertório que inclui compositores eruditos, como Mário Tavares (Allegro, Acalanto e Tempo de côco) e Edino Krieger (Serenata a cinco) e alguns arranjos dos últimos CDs, em especial as melodias de Villa-Lobos que não foram compostas para sopro (Choros n.1, arranjada por Caio Márcio, e Valsa da dor, arranjada por Paulo Sérgio Santos). Além dessas, o público poderá conferir, gratuitamente, peças de Ernesto Nazareth (Odeon e Fon-Fon) e Pixinguinha (Ainda me recordo e Um a zero).









