A vida fora do Ocidente
A primeira vez que vi uma mulher de burca foi em Amã, capital da Jordânia. Senti-me humilhada e chocada com a discriminação e submissão das mulheres naquele país, e olha que não é dos mais radicais do Oriente Médio. Visitei o deserto de Wadi Run e a vila onde vivem os beduínos, não encontrei com mulher por lá, deviam estar todas escondidas dentro de casa.
Conheci o Rio Jordão, que é pouco mais que um riacho, mesmo assim me emocionei com o local onde Jesus foi batizado por João Batista. Também visitei o ponto mais baixo da Terra: o Mar Morto. Por sua alta concentração de sal, não há possibilidade de vida, os peixes que chegam do Rio Jordão, seu principal afluente, morrem instantaneamente ao cair no lago. E nós não afundamos, só conseguimos boiar, portanto não há morte por afogamento.
Petra, um capítulo à parte. O sítio arqueológico foi todo esculpido nas rochas pelo povo nabateu entre os anos 9 e 40 a.C.. Ao descer um desfiladeiro de quase 2km, aparecem as primeiras casas, que são escavações na pedra. O trajeto também pode ser feito de charrete ou camelo. Preferi caminhar. No fim do desfiladeiro, abre-se uma fenda, e temos a visão majestosa da Sala do Tesouro, que é uma imensa rocha toda esculpida, como a entrada de um templo. Logo abaixo, mais casas, uma cidade toda entalhada na rocha. Só podemos observar pelo lado de fora. Não é permitida a entrada de turistas. O passeio pode ser feito também à noite, e o caminho é todo iluminado por velas.
Quando chegamos lá embaixo, nos sentamos em tapetes, onde nos serviram um chá bem quentinho, e ouvimos uma música árabe lamuriosa, muito linda, ao som de uma harpa. No encerramento, é contada uma breve história da cidade. A Jordânia possui uma realidade muito diferente da nossa vida Ocidental. Valeu a pena.









