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No palco e na rua


Por RHAFAELA RAMOS

19/01/2012 às 07h00

Virando a curva da segunda semana, a 11ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança vendeu mais de quatro mil ingressos. Somente no último sábado, quase mil entradas saíram do trailer instalado no Parque Halfeld. De acordo com Cristiano Fernandes, presidente da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Juiz de Fora (Apac/JF), dois espetáculos já apresentados – Como fracassar na vida e ser infeliz no amor, de Gueminho Bernardes, e Mineiros on the beach, do TQ – tiveram lotação máxima, enquanto outros também apresentaram bons resultados. As sessões de O longo caminho que vai de Zero a Ene, da Cia. Afiada de Teatro, por exemplo, estiveram cheias, inclusive na segunda e na terça-feira.

Fernandes também avalia positivamente o movimento para este final de semana. O ritmo está excelente. Interessante é que as pessoas chegam com listas e compram para as montagens que querem ver até o fim do evento. Saíram entradas mesmo para o último dia. Segundo o presidente, cada espectador adquire cerca de quatro convites. A média de vendas é de 400 ingressos por dia.

As peças infantis, entretanto, precisam melhorar. Temos que criar estratégias para atingir esse público, comenta Cristiano, ressaltando que as produções para as crianças têm conquistado meia casa. O trailer funciona diariamente, das 10h às 19h, e oferece os convites por R$ 6. Na hora dos espetáculos, o preço passa a ser R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Vinte encenações de dez diferentes peças estão em cartaz em vários espaços da cidade na segunda semana da campanha de popularização. Novidade desta edição, o teatro de rua entra em cena no Parque Halfeld. O Grupo Ao Vivo Contadores de Histórias, comandado por Luciene dos Reis, apresenta o espetáculo Ler é bom demais nas tardes de sábado e domingo. Formada por adolescentes do Bairro Vila Olavo Costa, a trupe participa ainda com Respeito é bom, e eu gosto, marcado para os dias 28 e 29 no Teatro do Sesc.

Montagens já conhecidas da campanha também estão na programação do final de semana, como O dia em que Alfredo virou a mão, de Cláudio Ramos, Tropa de Elite 1, do TQ, e Piastras e fuxicos, de Adelino Benedito, além das opções infantis Pam pam tchan, do Encenart, e Aladdin, de Cláudio Ramos. Para quem quer conferir o único espetáculo de dança presente nesta edição, as chances estão nos próximos dias. Retalhos, do Estúdio de Danças Silvana Marques, sobe ao palco da Estação Cultural, de sexta a domingo. A produção reúne os momentos marcantes dos 20 anos de trajetória da companhia, inclusive trechos de A última noite de um bamba, sobre a vida de Geraldo Pereira.