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Ânimo para a cultura local


Por MARISA LOURES Repórter

18/08/2015 às 07h00- Atualizada 25/08/2015 às 09h21

Os produtores locais já podem começar a se movimentar para garantir uma vaga no Teatro Pró-Música. É que, a partir desta quarta-feira, está aberto o edital para ocupação de uma das 115 datas disponíveis na casa no período que vai de 23 de setembro a 31 de março de 2016. O espaço se abre às novas propostas, com valores atualizados, depois de cerca de oito meses cumprindo apenas a agenda programada com mais de um ano de antecedência, voltando a ser mais uma opção para a cultura de Juiz de Fora. A publicação da chamada pública aponta para um novo modelo de gestão, agora assumido pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Se com a ocupação, a demanda é por melhorias nas instalações do teatro, será preciso aguardar até o ano que vem para reformas mais complexas.

“A grande mudança mesmo é que o teatro passa a ser dirigido por uma instituição pública, e, com isso, precisamos passar por uma burocracia um pouco maior e necessária. Todo o documento foi elaborado com orientação da procuradoria da universidade, a pedido do Ministério Público. O objetivo é dar mais transparência aos processos”, explica Marcus Medeiros, supervisor da casa, ressaltando que todos os projetos serão avaliados por uma comissão julgadora.

De acordo com a chamada pública, os interessados – pessoas físicas ou jurídicas – têm até 2 de setembro para entregar, na sede do teatro, as propostas de uso do local, sendo que o resultado será divulgado no dia 11 do mesmo mês. Dos 115 dias disponíveis, 58 estão destinados a projetos com produções já previstas, 20 para agendamentos reservados para iniciativas promovidas pelo Pró-Música e 37 agendamentos para demanda espontânea requisitada com antecedência de 30 dias do evento.

Segundo Medeiros, os valores de locação variam de acordo com o tipo de evento, mesmo procedimento adotado pela antiga direção do espaço. Para palestras, debates, conferências e seminários, que na tabela antiga era cobrado o montante de R$ 1.000, o reajuste foi de 20%, chegando a R$ 1.200. Já as universidades particulares que quiserem disputar uma vaga para colação de grau vão precisar desembolsar R$ 2.700, 8% a mais do que no ano passado (R$ 2.500). Dos espetáculos teatrais e shows, serão cobrados R$ 1.400, de domingo a quarta-feira, e R$ 1.600, de quinta a sábado. “Ao alugar, a pessoa tem o som e a luz do teatro, tendo que contratar o técnico. Quem quiser uma luz e um som diferenciados, precisa contratar por fora”, diz Grace Helen Fernandes, responsável pela agenda do Pró-Música.

Reformas para o ano que vem

Mesmo com a agenda reaberta, o Pró-Música continua sofrendo com a necessidade de reformas. Não é de hoje que a deterioração do local se intensifica a olhos vistos. “No momento, a gente está colocando o teatro para funcionar, o que era uma demanda de todo mundo. Estávamos com um número reduzido de espaços, comprometendo a vida cultural da cidade”, diz Marcus Medeiros. Ele afirma que a expectativa é de que as aguardadas intervenções devem começar no ano que vem.

Por enquanto, está nos planos fazer uma pequena revitalização para o Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, programado para novembro. “Nossa intenção é fazer orçamentos de projetos acústicos, iluminação, som e reforma dos estofados. Estamos levando técnicos para verificar as condições do lugar e queremos fazer as melhorias por etapas. Agora é aguardar verbas da universidade e captação de recursos.”