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Caldeirão de culturas


Por Tribuna

18/05/2011 às 07h00

A herança pré-colombiana salta aos olhos nas ruas de Lima. Apesar de ser uma das maiores e mais modernas cidades do continente sul-americano, seus bairros guardam gratas descobertas aos visitantes, que podem, de repente, topar com ruínas de construções incas entre conjuntos modernos. Uma surpresa para mim, uma vez que estava há centenas de quilômetros de Cuzco e Machu Picchu. Essa foi apenas uma das descobertas que essa metrópole me proporcionou durante a viagem que fiz em setembro de 2010.

O patrimônio milenar dos Incas é ainda a principal atração dos museus de Lima, como o Museu do Ouro ou o Museu de Antropologia e História do Peru, uma oportunidade de nós, brasileiros, conhecermos melhor a história de nossos vizinhos. A tradição cultural também marca a gastronomia local em pratos típicos como o ceviche. Uma boa dica para conhecer a culinária peruana é o restaurante Rosa Náutica. Além de servir uma comida deliciosa, o lugar se destaca por ter sido construído sobre as águas do Oceano Pacífico. O acesso dos clientes é feito por meio de uma passarela. Aliás, mesmo nos pratos mais conhecidos do nosso cardápio, os estabelecimentos de Lima dão um show. Melhor ainda quanto os pratos vêm acompanhados de um show típico de dança ou folclore, como acontece no Junius, que me proporcionou uma das noites mais divertidas da minha estadia.

O poder colonial marca a Plaza de Armas, com sua catedral barroca e o Palácio Episcopal. Mas a capital do Peru é mais do que isso. Por ter recebido influências de várias culturas – a começar pelos colonizadores espanhóis -, a cidade apresenta um misto de estilos arquitetônicos. Fora do eixo central, há o imperdível bairro de Miraflores, considerado o miolo da área nobre da cidade. É lá que está o Mercado Larcomar, um complexo de lojas construído no alto de uma pedra, com vista para o mar.

Não tenho dúvidas, entretanto, de que o melhor de Lima são os próprios peruanos, um povo extremamente simpático e acolhedor. A solicitude era tão grande que as pessoas ofereciam ajuda antes mesmo que eu pedisse. Mesmo viajando sem companhia, não me senti em nenhum momento sozinho.

Thyago Zouain

economista