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Tripla mineiridade


Por RAPHAELA RAMOS

18/03/2012 às 06h00

Gabriel Miranda nasceu em Conselheiro Lafaiete, foi criado em Ouro Branco e estudou comunicação social por aqui. Ele já se sente um autêntico juiz-forano, mas credita sua veia mineira à cidade onde cresceu. E Lafaiete? Por lá estava a maternidade mais próxima, explica. Até se transferir para cá, em 2005, todos os trabalhos escolares de Grabriel eram feitos à mão e com pesquisas em livros. Na faculdade, abriu-se para computador e internet, sempre com ressalvas. Tento buscar o melhor para meu bem-estar e trabalho. A folguinha da rede aos finais de semana, portanto, é garantida. O jovem, produtor cultural do Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm), não se incomoda com a agilidade dos tempos atuais. A nova geração cresce sob esses moldes. Em seu trabalho, Gabriel está à frente de projetos que mesclam artes plásticas, literatura, música, cinema e memória. Para as horas de folga, também reserva experiências culturais, especialmente o teatro. Não dispenso ainda amigos, cerveja e boa conversa. Com um pé na cozinha, o produtor adoraria se aventurar pela gastronomia. Faz planos. Mas não pretende abandonar a comunicação: ela completa a poesia que encontro nas artes.

Guia politicamente incorreto da história do Brasil, de Leandro Narloch

Com destreza e baseado em documentação, o jornalista curitibano derruba mitos do imaginário brasileiro. Uma divertida novela só de vilões. Alguns bem próximos, como Aleijadinho e Santos Dumont

Ilha das Flores, de Jorge Furtado

Fico com um clássico. Impossível não mencionar a narrativa ácida que nos faz refletir sobre a sociedade de consumo e as relações humanas

Ópera do malandro, de Chico Buarque

Traz canções do musical homônimo, que traça o imaginário brasileiro em canções como ‘Geni e o zepelim’, ‘Doze anos’ e ‘Terezinha’. Vale conferir livro, peça e filme

Barulhinho bom, de Marisa Monte

A deliciosa antipatia da cantora completa o DVD, único pelos encontros musicais que proporcionou

Dançando no escuro, de Lars von Trier

O preciosismo de Lars faz dele um de meus favoritos. A produção tem números musicais impecáveis, protagonizados por Björk

Tarsila do Amaral – Percurso afetivo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Rio

Para comemorar os 90 anos da Semana de Arte Moderna, nada melhor que revigorar o espírito vanguardista por meio dos traços de uma das mais importantes artistas brasileiras

Quiproquó, Rede Minas

Os bastidores das artes cênicas nunca foram tão bem explorados por um programa jornalístico: espetáculos, entrevistas e história do teatro

Katylene.com, da MTV

Tem que ser esperto e atual para entender seu bom humor em tudo que ela escreve ou apenas deixa nas entrelinhas

Campus da UFJF

Corridinha no fim de semana, encontros familiares, leitura em dia sob as árvores da praça cívica… inúmeras possibilidades