Garotada hiperativa

Novo desafio dos jovens rebeldes em busca de alguma causa será atravessar o deserto e fugir dos caras maus
Assim como séries de TV ou histórias em quadrinhos, os livros destinados ao público infanto-juvenil são um dos filões mais rentáveis para Hollywood nos tempos atuais, e a saga “Maze runner” é um de seus mais conhecidos representantes. Por isso mesmo, a luta dos jovens que precisam salvar o próprio couro de ameaças que não entendem tem sua segunda parte chegando aos cinemas nesta quinta-feira com o lançamento de “Prova de fogo” – mesmo nome do livro escrito pelo americano James Dashner.
Mantendo Wes Ball na direção, o longa é a continuação de “Maze runner: Correr ou morrer”, de 2014, com uma trama ainda mais frenética que a de sua antecessora – desta vez, com a galerinha mandando ver no questionamento aos adultos, uma das razões de ser dos livros do gênero. Como era de se esperar, o grupo de jovens liderado por Thomas (Dylan O’Brien) conseguiu superar o gigantesco labirinto para onde foram mandados, com as memórias apagadas. O que eles não esperavam era sair da frigideira para cair no fogo: resgatados pelos representantes de uma organização chamada C.R.U.E.L., todos são levados para um refúgio e acabam encontrando com jovens – ao que parece – sobreviventes de outros labirintos.
Os integrantes da C.R.U.E.L. tentam se passar por aquele galera “vejam como somos legais”, mas Thomas e seus seguidores logo percebem que há algo de podre no Reino da Dinamarca (experiências científicas “do mal” etc.) e resolvem que é hora de cair fora daquela roubada, apenas para descobrir que o planeta Terra foi torrado pelo Sol e virou um gigantesco e praticamente infinito deserto, que eles precisarão percorrer para encontrar o Braço Direito, que seria uma organização boazinha e rival da C.R.U.E.L.
É a partir desse alicerce que “Maze runner: Prova de fogo” vai tentar ganhar seu pão, colocando a tropa adolescente para correr, correr, correr, correr e, quando todo mundo pensar que está quase tudo bem, correr um pouco mais, que eles não são de ferro, mas o diretor parece não saber disso. Então o público que for ao cinema pode se preparar para ver Thomas e seus amigos correndo para fugir da C.R.U.E.L., correndo para fugir de outros humanos, correndo para fugir de uns zumbis estranhos chamados “Cranks”, correndo para fugir de uma tempestade de relâmpagos que parece persegui-los, e correndo para as montanhas, enfim. É quase um videogame em que fases precisam ser superadas pelo jogador, com espaço para clichês como o sujeito que fica para trás e precisa ser salvo.
Apesar de apostar em elementos caros ao subgênero (futuro distópico, adolescentes oprimidos, sensação de pertencimento, um(a) jovem que resolve tocar o auê, luta, correria, mortes, adultos malvados), o primeiro “Maze runner” não conseguiu na sala escura o mesmo impacto que o mais conhecido representante da leva, “Jogos Vorazes”. É hora de saber se Wes Ball conseguiu virar o jogo a seu favor.
MAZE RUNNER: PROVA DE FOGO
UCI 2 (dub): 13h (sexta-feira a domingo). UCI 2 (3D/dub): 16h, 19h e 22h. UCI 3: 16h30. UCI 3 (3D): 13h30 (sexta-feira a domingo), 19h30 e 22h30 (todos os dias). Cinemais 4 (3D/dub): 14h e 19h20. Cinemais 4 (3D): 16h40 e 22h. Santa Cruz 1 (dub): 15h30, 18h15 e 21h
Classificação: 14 anos









