Documentário gravado em Barbacena sobre reforma psiquiátrica é selecionado para festival internacional

‘Eu queria ser tudo’ aborda questões de saúde mental, memória do município e reforma psiquiátrica


Por Beatriz Bath*

17/04/2026 às 13h28

O documentário “Eu queria ser tudo” levará a história da psiquiatria de Barbacena para o Porto Femme – Festival Internacional de Cinema, em Portugal, nesta terça-feira (21). Dirigido por Luisa Pinto e produzido por Joaquim Gama, a obra busca resgatar a história do município e lançar um olhar atual sobre os avanços da cidade no âmbito da saúde mental e da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

barbacena documentário
(Foto: Divulgação/Prefeitura de Barbacena)

Gravado em fevereiro de 2024, o documentário reconhece o passado do Hospital Colônia e demonstra o trabalho realizado atualmente em Barbacena. “Eu queria ser tudo” aborda a importância das Residências Terapêuticas (casas na comunidade para pessoas que viveram internadas em hospitais psiquiátricos e/ou hospitais de custódia e que não têm suporte social ou familiar) para a promoção da dignidade e autonomia de seus residentes, indo de encontro com a política de desinstitucionalização.

A produção também homenageia aqueles que foram protagonistas da transição de modelos, com uma dedicatória especial encerrando o filme, sendo direcionada a todos que tiveram suas vozes silenciadas no passado. O documentário também busca homenagear os profissionais que hoje trabalham para construir um modelo de cuidado humanizado, garantindo que a história não se repita.

A seleção para o Porto Femme — um dos festivais de cinema mais relevantes da Europa dedicados a obras que dão visibilidade a diversas temáticas sociais — ajuda a inserir as políticas de saúde mental de Barbacena como referência internacional e representa um novo passo na ressignificação da memória do município.

*Estagiária sob a supervisão da editora Cecília Itaborahy